terça-feira, 25 de agosto de 2026

Por que o Gre-Nal da Copa do Brasil precisa convocar mídia e torcedores ao debate sobre evolução na gestão?

Com os holofotes do esporte brasileiro voltados ao Rio Grande do Sul nestas quartas de final da Copa do Brasil, Grêmio e Inter disputarão o “clássico do medo” em busca de vaga na fase semifinal, tendo a chance de iniciar o debate que definirá sua reinserção enquanto protagonistas de elite no futebol nacional e internacional.


Por: Luciano Patussi

25 de agosto de 2026

A elite do futebol gaúcho atravessa uma crise sem precedentes. Ver Grêmio e Internacional figurando juntos na metade de baixo do Campeonato Brasileiro não é mero azar de percurso, mas o reflexo de um problema muito maior: a incapacidade dos dois gigantes de se adaptarem às profundas transformações do futebol moderno. Por trás da oscilação dentro de campo, esconde-se uma fragilidade de gestão que empurra os clubes para uma perigosa dependência de "milagres" para se manterem competitivos e solventes.

O debate em torno dessa derrocada ainda é raso. Torcida, imprensa e dirigentes costumam focar apenas no resultado do próximo jogo, pedindo a cabeça do treinador e ignorando que o problema real está na conta que não fecha. Enquanto as dívidas aumentam e são empurradas para debaixo do tapete a cada mudança de mandato, Grêmio e Inter parecem agonizar à espera de uma salvação mágica — que muitos acreditam ser a transformação em SAF. No entanto, essa virada não virá por encanto, mas sim por uma reforma estatutária séria, governança de fato e profissionalização da gestão, independentemente do modelo adotado.

O modelo social tradicional, nascido no início do século passado, vende a ideia de que os clubes pertencem aos seus associados. Na prática, a história é bem diferente: quem aprende a dominar os bastidores políticos e o modus operandi das instituições toma conta do poder e dita os rumos dos times. Esse coronelismo político enfraquece o planejamento esportivo, gera contratações equivocadas e perpetua vícios de gestão — uma realidade que não se restringe ao Rio Grande do Sul, mas que cobra um preço alto demais da dupla Gre-Nal.

O reflexo desse cenário fica evidente nos confrontos pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2026. O que deveria ser o choque entre a tradição gremista na competição e a imponência colorada contra o seu maior rival em mata-matas além do Rio Grande transforma-se em um verdadeiro "festival do medo", em que o receio de perder supera a vontade de vencer. Se Grêmio e Inter não modernizarem suas estruturas e seus conceitos políticos urgentemente, correrão o risco de ver sua relevância nacional minguar, tornando o topo da tabela do Brasileirão um objetivo cada vez mais distante.

Títulos relevantes até poderão acontecer — fruto de uma campanha fora da curva ou de uma arrancada inspirada em torneios de mata-mata que termine em taça. Contudo, vitórias pontuais apenas mascaram a ferida. Sem uma evolução profunda nos conceitos de gestão, governança e política apresentados aqui, a dupla Gre-Nal dificilmente conseguirá sustentar uma sequência em alto nível, condenando-se a viver de lampejos esporádicos em vez de um protagonismo sólido e duradouro — uma realidade dura para a tradição de ambos os clubes, acostumados a eras de ouro e hegemonias inesquecíveis.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Resquícios dos Andes


Por: Luciano Patussi
17 de agosto de 2026

Há momentos em que o futebol deixa de ser um esporte e se torna um pacto de sobrevivência da própria alma. Acompanho o Internacional desde o início da década de 1990 — inclusive acho que esta é a primeira vez que reporto nesta página um amor de infância! Desde aqueles tempos, eu acreditava estar preparado para o turbilhão de emoções que começaria a se desenhar em dezembro de 2004, quando o Colorado anunciou a contratação de Tinga, um presente de Natal para o sofrido torcedor! Um atleta formado no tradicional adversário de Porto Alegre anos antes, o qual tecnicamente eu admirava desde a base — assim como Ronaldinho. Era inimaginável vê-lo vestindo a camisa vermelha. Ele, Tinga, vestiu!

Aí veio 2005. A Máfia do Apito e seus desdobramentos arrancaram de nós o título brasileiro e esmigalharam o sonho de milhões de torcedores. A dor foi tão profunda que prometi a mim mesmo: deu. Deixaria o futebol em segundo plano. Não valia a pena sofrer por algo tão injusto.

Mas promessas de torcedor duram até o próximo apito inicial.

No início de 2006, eu veraneava no litoral norte gaúcho. Faltavam poucos minutos para a estreia do Inter na Libertadores contra o Union Maracaibo, no entardecer praiano, quando a promessa ruiu. O desespero bateu forte. Saí correndo sem rumo até parar em um bar em Atlântida Sul. Ali, no meio de centenas de colorados transformados num verdadeiro mar vermelho, a chama que eu achava que tinha apagado se reavivou com força total. Na realidade, ela estava apenas em standby. Após abrir o placar com gol de Ceará, sofremos o empate no final da partida. OK, poderia ter sido pior para um jogo de estreia com tanta tensão no ar. Veio então a segunda rodada da fase de grupos!

Naquela semana, a barreira do receio já tinha caído por completo. Fui ao Beira-Rio acompanhado de amigos e colegas da Bunge, empresa onde trabalhava na época! Vitória maiúscula: 3 a 0 contra o Nacional/URU. Terminado o jogo, esticamos a comemoração nos deliciando na churrascaria que ficava ao lado do estádio, no próprio Parque Gigante. Entre uma mesa e outra, cruzamos com a história viva: Rubens Cardoso, Mossoró, Fabiano Eller e Léo — atletas do elenco do Inter! Aproximei-me do Eller — o xerife que tinha chegado para acertar nossa zaga —, pedi um autógrafo e, olhando nos seus olhos, implorei pela Taça. Ele respondeu com a firmeza dos predestinados: "Vamos ser campeões, confiem na gente. Esse grupo é muito forte."

Em mais de 15 anos acompanhando este clube gigante, eu nunca tinha ouvido um jogador falar com tanta convicção! Fabiano Eller me disse isso! Voltei para casa anestesiado. Na antiga rede social Orkut, profetizei: faltavam 12 jogos para a glória. Meus amigos compraram a ideia imediatamente. Eu acreditava piamente naquela contagem regressiva, enquanto muitos a levavam na brincadeira!

A caminhada, porém, testou nosso coração. Nas quartas de final, veio a derrota para a LDU em Quito e um hiato angustiante de dois meses até o jogo de volta. Durante a Copa do Mundo de 2006, enquanto o planeta olhava para a Alemanha, a torcida colorada passava noites em claro, contando os dias e sonhando apenas com a retomada da Libertadores.

No reencontro, o Beira-Rio era um caldeirão transbordando. Fizemos 2 a 0, mas o futebol gosta do drama. No último lance da partida, uma falta perigosa para os caras ameaçou o nosso destino. Em outros tempos, aquela bola entraria, óbvio! Foi quando Clemer, tal qual uma ave de rapina, voou no canto para fazer a defesa da vida e decretar nossa passagem para a semifinal — onde fato parecido aconteceu em um lance contra o Libertad. Eram os deuses do futebol escrevendo o roteiro do que estava por vir.

O que aconteceu depois já está gravado na eternidade, escrito como pura magia há exatos 20 anos, naquele 16 de agosto de 2006. Durante a madrugada do dia 17, o que se viu foi festa, carreatas e buzinaços!

Há exatos 20 anos, ao lado de minha família, vi meu pai chorar de emoção. Um choro de libertação, de orgulho, de quem esperou a vida inteira por aquele segundo. Era o Internacional cravando sua bandeira no ponto mais alto da América. Lembro que, ali por 1995, perguntei ao meu velho após uma de tantas sofridas derrotas: "será que o Inter vencerá o campeonato mundial até o ano 2000?". Meu receio era o fim dos tempos! Meu pai respondeu, triste com a pergunta, mas defendendo suas cores: "acho que sim, filho. É um clube gigante que foi maltratado, mas que vai acordar um dia". Levou seis anos além do previsto, mas aconteceu!

Olhávamos para o gramado e víamos uma névoa densa cobrir o Beira-Rio. Na hora, achamos que era apenas a fumaça do foguetório da torcida. Mal sabíamos que vinham ali os resquícios trazidos pelo vento dos Andes, vindos do topo continental. Era a fumaça do cachimbo do Saci, que deixara sua bandeira cravada no Aconcágua, pairando no ar, abençoando o Gigante e pintando a América de vermelho pela primeira vez.

Salve Tinga, salve Sóbis e Fernandão! E todos os demais!

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Fim da linha: a dor do jejum e o futuro do futebol brasileiro

Por: Luciano Patussi

06 de julho de 2026


A derrota por 2 a 1 para a Noruega marca a despedida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Mais do que a eliminação em si, o resultado estende o nosso jejum de títulos para amargos 28 anos. Lamento, fundamentalmente, pelas crianças do nosso país. Em meio à evolução tecnológica e à avalanche de novas alternativas de entretenimento, seja nos esportes ou no ambiente digital, a juventude vê cada vez menos o futebol como prioridade, deixando o esporte que é paixão nacional em segundo plano. Todos ficamos tristes; uns mais, outros menos. Eu, principalmente, sinto por minha filha, por seus amigos, colegas e por uma geração inteira que, apegada a ídolos muitas vezes distantes, nunca viu um título mundial do Brasil. Aliás, passamos longe disso nas últimas seis disputas...

Não pretendo, neste espaço, fazer uma sabatina puramente tática. Minhas convicções são claras. Contamos com um dos melhores treinadores do mundo na atualidade, contratado pela CBF justamente para mitigar as críticas e estancar a bagunça organizacional que marcou o ciclo pré-Copa. Contra a Noruega, vi uma atuação sem brilho e sem o ímpeto necessário, é verdade; mas era um jogo difícil, onde houve chances reais de vitória. No entanto, avalio que o técnico se equivocou nas substituições do segundo tempo, comprometendo o desenho que vinha funcionando nessa copa.


Desempenhos Individuais e o Foco Necessário

Por outro lado, saio deste Mundial muito satisfeito com o futebol do jovem Rayan, que confirmou seu potencial, subiu na hierarquia e tem tudo para crescer ainda mais. Em contrapartida, ratifiquei minha visão sobre o erro na convocação de Neymar: um atleta que já não atuava em alto nível competitivo há tempos e fez um esforço hercúleo para estar na Copa — um cenário que só se desenhou pelas lamentáveis lesões de talentos como Rodrygo e Estêvão. Não se trata de uma questão técnica, mas de ritmo de jogo e intensidade que o cenário mundial exige. Agora, com o encerramento deste ciclo na Seleção, o atacante deve seguir seu caminho no Santos e em suas outras prioridades, enquanto o Brasil precisa, obrigatoriamente, virar a página.

Além disso, alinho-me aos que defendem que Copa do Mundo exige imersão absoluta. Compreendo os novos tempos, mas a preparação para um torneio dessa magnitude não deveria contar com a presença constante de familiares e amigos no QG da delegação. Não se trata de defender uma blindagem hipócrita, mas de priorizar o foco integral.

Esta Seleção, embora carregasse o peso da nossa tradição e tivesse margem para evoluir, não era a melhor do mundo. Para compensar o déficit em relação as três melhores equipes e buscar o título – que era possível, o foco deveria estar 100% no campo — e não rateado com agendas externas, camarotes ou engajamento em redes sociais.

Reitero aqui o que escrevi após a eliminação para a Croácia, em 2022: não há culpados; há responsáveis. As variáveis que decidem uma partida de futebol são inúmeras: o pênalti desperdiçado; a bola na trave; a defesa; o adversário; o ânimo geral; o foco. Enfim, são diversas...


O Resgate da Essência e o Ciclo de 2030

Cabe agora à confederação nacional, sob o escrutínio e a cobrança coerente da mídia especializada, fomentar e preservar o futebol em sua essência. Precisamos olhar para a formação e buscar soluções para que os jovens não desistam de jogar nem de acompanhar o esporte. Afinal, diferentemente de 2002 – ano do penta –, a concorrência digital hoje é vasta, confortável e sedutora, criando a ilusão de que as telas oferecem realidades mais atraentes do que a vida real.

Tomara que a gurizada volte em massa para os campos de terra. Que os clubes e a Seleção fiquem atentos para não deixar esmorecer o sentimento por este esporte. Lembro-me perfeitamente de 1994, quando o futebol pulsava nas ruas antes mesmo do torneio começar. Após o tetra, vivemos uma febre: as escolinhas lotaram porque todas as crianças sonhavam em ser o novo Romário. O futebol move afetos, molda sonhos e é uma ferramenta poderosa de inclusão social. Não podemos deixar esse espírito morrer por conta de um longo jejum, ocasionado em parte por lacunas geracionais de talento, mas, principalmente, por desorganização diretiva.

A geração de jogadores brasileiros que chegará ao auge em 2030 é muito promissora — do meio-campo para a frente. Temos quatro anos para estruturar uma equipe competitiva. Que se faça, desde já, um ciclo organizado e livre das incertezas que minaram o planejamento até 2026, encerrado ontem de forma tão melancólica. Saio deste torneio relativamente conformado — e é justamente essa falta de espanto que dói mais do que a própria indignação.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Ressurreição de um sentimento

Por: Luciano Patussi

09 de dezembro de 2022

 

POR TODA A VIDA

Vai doer a vida toda! Jamais esquecerei o semblante de minha filha ao término da partida decidida nos pênaltis e que sacramentou a eliminação da seleção brasileira diante da Croácia, na Copa do Mundo de 2022. A reação dela determinou: essa foi a derrota do futebol brasileiro que mais me entristeceu até hoje. Óbvio, isso é uma questão particular, algo que outras pessoas podem ter vivenciado de modo similar, ou sentido de forma totalmente diferente. Tudo depende da realidade e do momento de cada indivíduo! Algumas derrotas me frustraram, irritaram ou me deixaram estagnado, talvez indiferente, ou até envergonhado. Mas, a derrota contra a Croácia me entristeceu como jamais pensei que me sentiria ao ver um jogo da seleção nacional brasileira!

Obviamente, isso é só futebol, e sei que existem outras questões de maior relevância e prioridade na vida de um ser humano. Mas, para quem é apaixonado por este esporte, podemos afirmar que o futebol é a coisa mais impactante dentre as menos importantes de nossa existência. Muitas vitórias vividas e outras que virão, por exemplo, jamais apagarão de minha mente, o rosto de minha filha, aos seus oito anos de idade, nesse dia 9 de dezembro, justamente em um momento da vida onde ela começa a se interessar e se apaixonar por detalhes do jogo de futebol. Sangrou, meu coração!

 

SAFRA PROMISSORA

Passados vinte anos após a última conquista mundial da seleção brasileira, entendo que o Brasil voltou a ter uma geração de jogadores muito promissora, com alguns talentos diferenciados que vão crescer ainda mais em nível mundial, caso de Vinícius Júnior, por exemplo – que está longe do teto que alcançará mas, ainda assim, já é diferenciado tecnicamente! Isso, por si só, traz esperança em dias mais felizes para o futebol nacional!

 

PÊNALTIS: UMA DISPUTA MENTAL

Naturalmente, em uma partida de futebol, e igualmente em uma disputa de desempate via pênaltis, existem “n” variáveis que possibilitam a uma equipe buscar a classificação, com maior chance de êxito.

Sinto enorme frustração ao ver o time, pelo qual estou torcendo, entrar “já derrotado” para o desempate via penalidades da marca da cal. E isso aconteceu em “Brasil x Croácia”. Entendo que o andamento do jogo, até chegar na disputa de pênaltis, eleva o desgaste físico; compreendo também, a carga emocional que aumenta. Todavia, nesse momento, entra um dos fatores principais da decisão por pênaltis: o fator mental! Nunca pensei que sentiria saudades de ver as atitudes apaixonadas e motivadoras do lendário Zagallo, na beira do gramado! Em uma disputa de pênaltis, com atletas já desgastados, o momento exige mentalidade motivadora e confiante, até para mostrar aos adversários que eles vão perder, e não nós! Nós é que sairemos vitoriosos. Isso precisa ser mentalizado. Tais atitudes podem não decidir o jogo a nosso favor, obviamente, mas aumentam a chance de êxito!

Pô, era a Croácia! Atual vice-campeã mundial! Time competitivo. Não havia nenhum demérito em ir aos pênaltis. Houveram erros no decorrer do jogo, OK! Mas, já que isso ocorreu e os pênaltis viraram realidade, era esperado que as lideranças surgissem naquele momento e vibrassem para acordar a equipe, para irem confiantes, com seus mais experientes atletas chamando a responsabilidade – inclusive o capitão, zagueiro tecnicamente qualificado e renomado mundialmente mas que, após não aparecer na lista dos cinco batedores iniciais, deu as caras no fim da partida para, em entrevista penosa, iniciar a “cavadinha” visando vaga futura na CBF. Isso, sem falar na decisão de colocar Rodrygo, um ótimo jogador, atleta extremamente técnico e promissor, mas ainda jovem, para bater a primeira cobrança, quando tínhamos no elenco a fama, a experiência e a técnica de Neymar Júnior – que devido ao andamento das cobranças perdidas, acabou nem precisando executar sua quinta e estrelada penalidade. Por vezes, como já afirmado anteriormente, as penalidades máximas são um jogo vencido na estratégia e, principalmente, na mentalidade do momento, ainda mais após o desgaste físico proporcionado por 120 minutos de jogo. Mas...

 

OLHAR CIRÚRGICO: OS PEQUENOS DETALHES E RESPONSABILIDADES DE UMA DECISÃO

O futebol é o esporte onde há o maior número de fatores que, combinados, levam a uma derrota dolorida ou até a glória eterna. Os pequenos detalhes mencionados no parágrafo anterior poderiam, se executados de modo diferente, não levar a lugar algum – pois isso é um jogo, e a Croácia é um bom time, que poderia ter vencido a disputa independente da decisão pela ordem dos cobradores da seleção brasileira, ou do sumiço de determinados líderes. Mas, tudo isso são pequenos detalhes que maximizam ou minimizam as chances de vitória. Não há culpados. É só um esporte. Há responsabilidades. Alguns a chamam para si e decidem, entrando para a história da memorável vitória ou da derrota dolorosa – mas não fugindo do momento derradeiro e decisivo. Já outros...

A derrota faz parte do esporte. Há fatores, dentro do jogo, que dependem de tomada de decisão no momento, e não há como voltar atrás. Jamais busco apontar culpados, e sim responsabilidades. Culpa é uma palavra forte, pois isso é um jogo, e toda a torcida está triste, sendo que isso envolve atletas e seus familiares. A grande frustração fica registrada por conta de que foi nítido que Brasil falhou em detalhes estratégicos: na prorrogação e na atitude de liderança positiva (ou falta dela) na hora de mobilizar para a cobrança de pênaltis.

 

PRIORIDADES

Resta a torcida agora viver a vida, enxugando as lágrimas de nossos filhos pequenos, na esperança de que os promissores talentos da seleção brasileira não esmoreçam, chegando em 2026 num patamar avançado, com positivos e agregadores líderes ao seu lado no time. Com isso, aumentará a chance de vermos o Brasil novamente campeão mundial nesse esporte que é, sem sombra de dúvidas, o que mais envolve pessoas e sentimentos na face da Terra! E, preferencialmente, que dentre as prioridades esteja o semblante sério, porém confiante, chuteira preta, força mental e coletiva, tendo foco principal no futebol, deixando clics, seguidores e agendas estéticas em segundo plano. Tipo 1994!

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Nas mãos de "D10S"


Por: Luciano Bonfoco Patussi

25 de novembro de 2020

O início da década de 1990 foi o período que formou minha personalidade de torcedor apaixonado por futebol. Era criança e, por isso, tenho vagas lembranças da Copa do Mundo daquele ano, como por exemplo, alguns jogos do Brasil, em especial a partida de oitavas de final contra a Argentina, e também a semifinal entre argentinos e italianos e, lógico, a decisão entre Alemanha e os Hermanos.

Entre a Copa do Mundo de 1994, sobre a qual tenho nítida lembrança, e o mundial de 1990, ocorreu a disputa de duas edições da Copa América, com total protagonismo da seleção argentina. Em minha mente, ecoam até hoje as narrações não tão empolgadas de Galvão Bueno saudando mais um “gooool da Argentiiiinaaa”, enquanto a seleção brasileira era eliminada por um time talentoso e bem armado e que, por isso, era diferenciado!

No mundo atual, o acesso à Internet nos brinda com a possibilidade de revermos gols que marcaram nossas vidas. Neste mesmo mundo, do qual Diego Armando Maradona partiu no dia 25 de novembro de 2020, é possível regressar até onde nossa memória sequer alcança. Ter a oportunidade de assistir aos dois gols marcados por Maradona contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986, mesmo que em replay, fez aos poucos eu compreender o tamanho de Diego para os argentinos.

Naquele jogo, Diego foi o vingador da guerra ocorrida anos antes, onde argentinos e ingleses se defrontaram pela posse das Ilhas Malvinas – sendo que aqui não cabe julgamento sobre os motivos que levaram àquela lamentável passagem da história da humanidade. O que importa é que, vestido de azul e branco, Maradona destroçou o selecionado inglês, no mais apaixonante palco de batalhas que existe: o campo de futebol! Sua arma? Talento com a bola nos pés, puro e simples!

Até hoje, em tom de piada, brinco com meu pai, afirmando: “se eu tivesse nascido duas décadas antes, teria visto Pelé, Garrincha e Falcão jogar. A culpa é sua”. Como se pudéssemos escolher épocas para nascer. Dito isso, caímos em risos! O que vale é saudar a vida e as coisas boas que ela nos proporciona, em todos os momentos e independente do tempo.

Correram os anos e, hoje, consigo rememorar a jogada do gol que eliminou o Brasil do mundial de 1990, sob outra ótica. O lance fatídico ficou eternizado em canção da torcida argentina na Copa de 2014. Aquele acontecimento, em “que el Diego te gambeteó y que Cani te vacunó”, triste na época para os brasileiros, passou a ser motivo de alegria em meu coração. Pois, se não vi Pelé, Garrincha e nem Falcão em campo, posso dizer com emoção: eu vi Maradona jogar!

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Opinião: cobrança extra de adicional noturno

Por: Luciano Bonfoco Patussi
21 de maio de 2020


Diante da crise global, provocada pela pandemia do novo coronavírus, o futebol foi um dos meios atingidos, com campeonatos adiados ou até mesmo cancelados – nada mais justo, pois a manutenção do sistema de saúde em funcionamento deve estar acima de todas as prioridades!

Em meio a esse novo contexto universal, um acontecimento merece total atenção dos clubes de futebol do Brasil, das federações e até mesmo da televisão e de seus patrocinadores.

O atleta Maicon, que possui vínculo contratual junto ao Grêmio, ganhou na esfera trabalhista, uma causa movida contra o São Paulo, onde atuou entre 2012 e 2015. Na ação, conforme noticiado através de inúmeros canais de mídia esportiva – três deles, relacionados na sequência desse texto, o jogador teria solicitado pagamento de adicional noturno, por estar à disposição do tricolor paulista em jogos à noite. Na prática, não é a primeira vez que há ocorrência de um jogador, vinculado a um grande clube, fazer este tipo de apelo ao judiciário, no Brasil!

É importante destacar que, se o processo englobar direito ao recebimento de valores contratuais que por ventura não tenham sido quitados pelo clube, nada mais justo! Afinal de contas, contrato serve para criar responsabilidade entre as partes! Isso é premissa básica!

Todavia, se o pagamento dos valores contratuais foi cumprido – mesmo que com possíveis atrasos ou renegociações, nada justificaria (eticamente falando) a solicitação do pagamento de adicional noturno. Em minha ótica, está subentendido, em contratos de jogadores de futebol neste nível de qualificação, que sua remuneração engloba trabalho em horário noturno. Aliás, boa parcela dos contratos de jogadores de futebol das séries A e B do campeonato brasileiro, só possui cifras invejáveis, devido ao fato de a TV e os patrocinadores pagarem muito bem para transmitir jogos, inclusive à noite!

Importante destacar: uma informação, que não fica clara nas reportagens, é se a verba de “adicional noturno” solicitada na ação, estava prevista percentualmente como “extra”, no contrato do jogador citado. Se positivo, é preciso ser pago! Agora, se não há nada escrito sobre isso nos termos contratuais, é porque isso estava subentendido – mas nesse caso, entramos em uma questão que fica acima da legalidade e da formalização. Entramos no campo da ética, onde é necessário que as partes tenham bom senso para entender o contexto do contrato e sua remuneração, na comparação com a atividade fim por ele proposto. Caso negativo...

Talvez, seja o momento de os clubes atuarem unidos neste sentido, sem politicagem e com ações efetivas, visando fortalecer e padronizar os controles gerenciais dentro dos contratos de futebol. Pois, se a moda pegar...

Do mesmo modo, é importante que a mídia esportiva, através de profissionais competentes e amparada no anseio dos atletas, cada vez mais fomente esse debate e cobre dos clubes, para que as limitações orçamentárias sejam sempre respeitadas, de modo responsável, em todos os momentos durante a gestão – principalmente ao se ofertar um contrato milionário a qualquer tipo de trabalhador.

Pois, certo mesmo, é que não há anjos ou demônios neste tipo de pauta. Quem sofre as consequências, ao final de toda a história que envolve atrasos, descumprimentos e leituras indevidas da legislação sem focar na ética, é o torcedor de futebol associado aos clubes existentes em todo país!

Abaixo, é possível o leitor acessar três reportagens, que ajudaram a formar minha opinião inicial sobre o tema. Clique nos links a seguir:


OBS: os links abaixo foram acessados no dia 21/05/2020 e, pelo menos até esta data, constavam disponíveis para leitura na página do referido canal.


GLOBO ESPORTE:

LANCE:

GAZETA ESPORTIVA:

sábado, 23 de novembro de 2019

De longe, com o Rubro Negro


Por: Luciano Bonfoco Patussi
23 de novembro de 2019

Flamengo e River Plate prometem um espetáculo de futebol como poucos, nos últimos anos, nesta decisão da Copa Libertadores da América 2019. A final acontece logo mais, em Lima, no Peru.

O River Plate é o mais efetivo time dos últimos cinco anos, no continente sul americano. Muitas vezes campeão na América e na Argentina, chega para mais uma decisão. Já o Flamengo é a surpresa positiva, pois o time que hoje desfila bom futebol reflete as últimas administrações do Rubro Negro, que prezaram por colocar as contas em dia. O resultado disso está chegando: praticamente campeão brasileiro, o Flamengo pode almejar o título da Copa Libertadores novamente, após 38 anos!

Obviamente, não é um jogo vencido. O River Plate luta para fazer história, mais uma vez, e é um timaço! Mas na minha visão, o Flamengo vive um momento mágico, com um time de força, imposição e objetividade, algo que poderá ser positivo, marcando não apenas a sua história, mas servindo como um delimitador e quebrador de paradigmas, fazendo se fortalecer os demais clubes do Brasil.

Há cerca de dez anos, não vejo meu padrinho. O dia a dia, a distância, o trabalho, entre tantos outros pontos, fazem com que muitas vezes deixemos um pouco de lado algumas coisas importantes em nossa vida. Entre elas, o convívio com as pessoas que mais gostamos. Isso é difícil!

Fica aqui uma singela homenagem ao meu padrinho! De Campos dos Goytacazes até Passo Fundo, onde formou sua família no planalto gaúcho, lembro de passar ao seu lado algumas oportunidades de minha infância, assistindo pela TV aos jogos do campeonato carioca nos anos da década de 1990. Apaixonado por futebol que sou, me presenteou com uma Revista Placar, edição especial do Flamengo campeão mundial de 1981! Tá guardada até hoje!

Seu Achiles, mesmo de longe, estou contigo pela realização deste grande sonho em tua vida de mais de 80 anos com o coração rubro negro!

Este, promete ser um jogaço! Histórico!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Copa América 2019: um golpe na tradição

Por Luciano Bonfoco Patussi
22 de agosto de 2017

Digamos que a Federação Gaúcha de Futebol resolva convidar Criciúma, Chapecoense, Peñarol e Nacional de Montevidéu, para disputar o campeonato gaúcho – com o objetivo de melhorar a qualidade técnica do certame.

Em paralelo, imagine que a Confederação Brasileira de Futebol efetive convite semelhante, inserindo Boca Juniors e River Plate na disputa da Copa do Brasil, com o intuito de agregar valor ao torneio.

Neste momento, o leitor deve indagar surpreso: “que papo é esse!?”. Com a desculpa de qualificar tecnicamente a próxima edição da Copa América, a Confederação Sul Americana de Futebol está prestes a convidar diversas seleções de fora do continente americano: entre as cogitadas, estão Portugal, Espanha e Itália, entre outras!

É notório que a inserção destas seleções na competição traria maior visibilidade ao torneio. Fato que se traduziria em cifras milionárias depositadas nos cofres da CONMEBOL, verbas oriundas da negociação de patrocinadores e de direitos de transmissão.

Onde quero chegar com esta análise? Está na hora de a mídia esportiva ser crítica, contra decisões desta magnitude, que visam lucro para as confederações de futebol, entre outros possíveis interessados. Remuneração esta que nunca se transformará em benefícios reais para a população e nem para os amantes da tradição do futebol.

Cabe ressaltar que investigações policiais recentemente ocorridas em nível mundial, no âmbito do futebol, têm mostrado exatamente onde estão os destinatários de boa parcela dos recursos de que estamos falando. Se equipes de fora do continente vierem a disputar a Copa América em 2019, a alma do torneio será esfacelada, pois a competição não mais existirá na sua real e verdadeira essência. O espírito da Copa América, cambaleante, morrerá! Tudo, em favor de algumas dúzias de interessados!

terça-feira, 30 de maio de 2017

Reflexão: as federações estaduais e o apoio aos clubes de futebol de menor expressão

Por Luciano Bonfoco Patussi
30 de maio de 2017


Neste ano, o Esporte Clube Novo Hamburgo se sagrou campeão gaúcho. Apresentou futebol qualificado, com uma folha salarial inferior a R$ 200.000,00 por mês. Desde as primeiras rodadas do campeonato estadual, a equipe consolidou sua liderança. Em seis partidas disputadas contra Grêmio e Internacional, não perdeu nenhuma. Foi um time organizado taticamente e fisicamente competitivo. Ficou com a taça!

Poucos dias após o título, o time estreou na série D do campeonato brasileiro de 2017. Do elenco campeão, dez jogadores titulares foram negociados e saíram do clube, devido à natural valorização profissional que os atletas obtiveram com a conquista. O desmanche do time titular não é tão relevante, em minha visão, quanto o fato de o clube sequer saber se teria a condição de bancar sua própria participação na série D. Isso poucas semanas antes da estreia! É sobre este ponto que proponho uma reflexão:

De que modo as federações estaduais de futebol do Brasil poderiam apoiar seus clubes filiados, detentores de destaque regional, oportunizando a eles a participação competitiva nas divisões inferiores do futebol nacional? Percebam que não estou concluindo sobre uma suposta falta de suporte das federações. Apenas utilizei como exemplo um clube que obteve grande destaque neste primeiro semestre, e que encontrou problemas para se manter ativo em nível nacional. 

O Novo Hamburgo, com muita dedicação e trabalho intenso, foi o vencedor de um dos campeonatos estaduais mais importantes do país. Mesmo assim, teve imensas dificuldades para confirmar sua participação na série D nacional. O que sobra, digamos assim, para os demais clubes? Menores e, talvez, sem a mesma gestão? Atualmente e de modo geral, as federações estaduais de futebol auxiliam os clubes? Até que ponto? O apoio prestado é o máximo que pode ser dado, ou muito mais pode ser feito, com novos projetos, em favor do futebol de nosso país?

Fica proposto o debate!

Saudações esportivas!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A humanidade tem salvação

Por Luciano Bonfoco Patussi
02 de dezembro de 2016

É incrível! Jamais imaginei, algum dia, ver uma celebração relacionada também ao futebol, com a magnitude e a importância, da que o povo colombiano proporcionou ao mundo!

A humanidade tem saída para seus principais problemas. Voltei a acreditar nisso!

Obrigado, Colômbia! Grato, colombianos!

E mais uma vez, muita força para todos, nesse momento!


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Luto: Chapecoense

Por Luciano Bonfoco Patussi
29 de novembro de 2016

Não há palavras! Apenas silêncio. Fica minha solidariedade e muita força, para todos os que estão envolvidos, direta ou indiretamente, nesta tragédia: jogadores, familiares, torcedores, dirigentes, jornalistas. Enfim, meu mais sincero sentimento, para todos!


Quem é apaixonado por futebol, hoje enfrenta um dia de profundo luto! Não há palavras!

Muita força, Chapecoense!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Eurocopa 2016: seleção portuguesa campeã

Por Luciano Bonfoco Patussi
12 de julho de 2016

No domingo passado, a seleção portuguesa fez história no futebol! Ao derrotar a França na prorrogação, conquistou, na casa do adversário, a sua primeira Eurocopa. Na 15ª edição do torneio, entre tantos destaques, vale pontuar cinco fatos:

* O retorno da tradicional seleção húngara ao cenário das principais competições mundiais, classificando-se entre as 16 melhores equipes da disputa;

* A presença em massa da torcida islandesa, e a campanha do time, que tirou a Inglaterra da Euro, e chegou até as quartas de final;

* A competitividade apresentada pelo País de Gales, semifinalista do torneio;

* A França, que surge com um time de muita força física e qualidade técnica apreciável, visando a Copa do Mundo de 2018;

* O sucesso da primeira edição do torneio, contendo 24 seleções em sua fase final. Diferente de minha percepção inicial, essa foi uma das copas mais equilibradas dos últimos tempos no continente europeu.

Ao conquistar o título, Portugal entra no seleto grupo de campeões da Europa, que agora conta com 10 equipes. Dá um salto de qualidade em sua história. E configura o craque Cristiano Ronaldo como mito do futebol em seu país. Em seu discurso de campeão, Ronaldo dedicou o título à todos os portugueses e imigrantes! Junto a sua seleção, pintou as ruas do país e coloriu a Europa com as cores da bandeira lusitana!

CAMPEÕES DA EUROCOPA:

FONTE: Wikipédia (consulta efetivada em 12 de julho de 2016).


NOTA 1: as taças de 1972 e 1980, foram conquistadas pela Alemanha Ocidental. Já a de 1996, foi obtida pela Alemanha unificada;
NOTA 2: o título da República Tcheca, obtido em 1976, foi conquistado pela Tchecoslováquia, nação que definiu sua separação em República Tcheca e Eslováquia, anos mais tarde;
NOTA 3: a conquista da Rússia, na primeira edição do torneio, foi conquistado pela então União Soviética.
NOTA 4: Países Baixos = Holanda

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Euro 2016: prognósticos

Por Luciano Bonfoco Patussi
10 de junho de 2016

Em poucas horas, iniciará a EURO 2016. Neste ano, a copa de seleções de futebol da Europa terá 24 equipes. Em uma breve análise das chaves formadas para a disputa desta temporada, destacaria os seguintes pareceres, fazendo questão de afirmar que este meu palpite é dado após avaliar (limitadamente) uma série de fatores que podem fazer a diferença no contexto da disputa:


FAVORITOS AO TÍTULO:

Alemanha: atual campeã mundial e que dispensa comentários tecnicamente e taticamente falando.

Bélgica: equipe que há tempos vem formando atletas de alto nível técnico e competitivo. Falta tradição de títulos. Pode ser o momento de fazer frente às principais forças do continente!


SEU TÍTULO NÃO PROVOCARIA SURPRESA:

França: seleção anfitriã, equipe terá o apoio da torcida em massa.

Itália: se passar da primeira fase, onde está em um grupo complicado, tende a crescer e mostrar a força de sua camisa.

Espanha: campeã das duas últimas edições da Euro, tem em sua chave dois times muito bons (Croácia e Turquia).


UMA CONJUNTURA DE FATORES PODE TORNAR CAMPEÃ:

Rússia, InglaterraPortugal e Áustria.


TEM POTENCIAL PARA COMPETIR:

Suíça, País de Gales, Polônia, Croácia, Turquia, Ucrânia e Suécia.


POSSUEM MUITA TRADIÇÃO, MAS PASSAR DE FASE SERÁ “LUCRO”:

Hungria e República Tcheca.


DEMAIS PARTICIPANTES:

Romênia, Albânia, Eslováquia, Irlanda do Norte, Irlanda e Islândia.


DESTAQUE NEGATIVO:

Ausência da seleção holandesa, que não conseguiu alcançar a classificação para a fase decisiva do torneio.


MINHA TORCIDA:

Particularmente, além da Itália, ficarei na torcida pelas seleções da Suécia, República Tcheca, Hungria, Romênia e Croácia!


PALPITES:


Arrisque seu palpite! Quem será o grande campeão da EURO 2016? Um grande abraço à todos e saudações esportivas!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Camisas reversíveis: inovação em marketing

Por Luciano Bonfoco Patussi
14 de maio de 2014

Responsável por estudar, elaborar e realizar ações de valorização da marca, com o consequente crescimento do faturamento institucional, a área de marketing das empresas possui relevante importância para o posicionamento estratégico da entidade, necessitando atuar diretamente interligada à todos os setores da mesma: financeiro, administrativo, suprimentos, comercial e, principalmente, diretoria.

No futebol, isso não é diferente. Mudam conceitos, particularidades existem, mas o marketing dentro de agremiações esportivas possui papel fundamental, na mesma proporção da relevância assumida pelo departamento em empresas dos mais variados ramos de atuação. Adeptos de futebol percebem, principalmente nas últimas duas décadas, a crescente valorização e a devida evolução da exploração do marketing em clubes desportivos.

Há poucos dias, o Esporte Clube Juventude (Caxias do Sul/RS) e o Grêmio Esportivo Brasil (Pelotas/RS), inovaram em ações de marketing que, em minha visão, possuem forte tendência a virar "mania" no cenário futebolístico nacional, por diversos fatores. Ambos os clubes lançaram camisas de futebol reversíveis, incentivados pela parceira Dresch Sport, fornecedora de material esportivo localizada no município de São Leopoldo/RS.

Entenda o caso, que merece estudo do departamento de marketing de outras agremiações do futebol brasileiro, visando a devida aplicação:

Na Europa, ações desta magnitude já ocorreram, tais como a camisa lançada pela Umbro para o Manchester United, na temporada 2001/2002; ou ainda o uniforme criado pela Adidas, para o Olympique de Marseille, na temporada 2012/2013.

Foto: website www.manutdbr.com

Aproveitando o fator Copa do Mundo 2014, o Esporte Clube Juventude lançou camisa comemorativa, homenageando a seleção brasileira. Mas, diferentemente de outros clubes do Brasil, que já criaram sua camisa amarela, o uniforme do Juventude é reversível. Ou seja, de um lado, as cores são do próprio clube. Do lado oposto, a camisa lembra a seleção brasileira. Também está à venda uma versão que possui, no seu lado reverso, o fardamento azul da seleção italiana, resgatando a origem de relevante parcela dos colonizadores da região serrana gaúcha. A tendência dos lançamentos é ter absoluto sucesso nas vendas!

Foto: website E. C. Juventude | www.juventude.com.br

Já o Brasil de Pelotas, batizado com o mesmo nome do país do futebol, talvez tivesse questionada ação idêntica, visto que seu maior rival, o Esporte Clube Pelotas, possui camisa amarela e calção azul, sendo inclusive o inspirador do uniforme oficial da seleção brasileira. Portanto, a camisa reversível do Brasil de Pelotas faz outra homenagem, com uma história ligada à Copa do Mundo de 1950, e que vai de encontro ao algoz da seleção brasileira naquele ano:

Foto: website jornal Zero Hora | www.zh.clicrbs.com.br

Pouco antes da Copa do Mundo de 1950, o Brasil de Pelotas disputou amistoso contra a seleção uruguaia, que dias depois ganharia o mundial em pleno Maracanã. No estádio Centenário, em Montevidéu, o time brasileiro venceu o Uruguai por 2 a 1. Sua camisa, reversível, possui de um lado a réplica do uniforme utilizado pelo clube no enfrentamento do dia 19 de março de 1950. Do lado oposto, as cores uruguaias estão estampadas, lembrando o referido e histórico amistoso, podendo ainda remeter à Cláudio Milar, saudoso atacante uruguaio, que é ídolo do clube, tendo atuado em 207 jogos e marcado 111 gols com a camisa do Grêmio Esportivo Brasil.

Esta criativa ação da Dresch Sport, juntamente com o G. E. Brasil e com o E. C. Juventude, é inovadora no país e valoriza as agremiações e suas respectivas comunidades, aproveitando um evento esportivo de caráter mundial, para alavancar o faturamento do clube perante às vendas destinadas ao seu torcedor. Tenho convicção de que, ações como essa, que merecem congratulações, serão estudadas e implementadas, em breve, pelo departamento de marketing de diversos clubes do futebol brasileiro.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Palpite: convocação da seleção brasileira

Luciano Bonfoco Patussi
06 de maio de 2014

Na postagem anterior, destaquei meu ponto de vista e elenquei a seleção que eu convocaria para representar o futebol brasileiro na Copa do Mundo deste ano. Agora, descrevo rapidamente o palpite daqueles nomes que, acredito, serão anunciados pelo comandante técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari - aliás, a seleção está muito bem representada na casamata:

GOLEIROS:

Julio César
Jefferson
Victor

LATERAIS:

Daniel Alves
Marcelo
Maxwell

ZAGUEIROS:

Thiago Silva
David Luiz
Dante
Miranda

VOLANTES:

Paulinho
Luiz Gustavo
Fernandinho
Lucas Leiva

MEIO CAMPISTAS:

Oscar
William
Ramires
Hernanes

ATACANTES:

Neymar
Hulk
Fred
Bernard

Dentro de algumas horas, sairá a convocação oficial. Se for para apostar em um nome como "zebra", deixo registrado meu palpite: Leandro Damião. Esse nome seria considerado uma zebra na convocação, por boa parcela da mídia nacional, pela fase difícil que vem atravessando no Santos.

Atualmente, os dois grandes potenciais centroavantes brasileiros não podem jogar na seleção (Adriano Imperador abandonou a competitividade esportiva há anos. Já Diego Costa optou pela seleção espanhola). Este cenário aumenta a fase de especulações. Fred vem se recuperando de lesão e Jô acabou de sofrer contusão em uma partida do Atlético Mineiro. Esse é o cenário atual de centroavantes da seleção brasileira.

Entre outros menos cotados e aclamados por alguns torcedores, como Luis Fabiano e Alan Kardec, por exemplo, eu escolheria Leandro Damião. Apesar da má fase, é relativamente jovem, tem potencial, já comprovou isso, foi goleador da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres e apenas não participou da Copa das Confederações devido a uma lesão.

Agora, resta esperar para ver!

Saudações esportivas!

Copa do Mundo FIFA 2014: palpites para a convocação da seleção brasileira

Por Luciano Bonfoco Patussi
06 de maio de 2014

Existe um jargão popular que diz ser o Brasil um país com "milhões de treinadores de futebol". 

Nesse momento, todos os apaixonados por este esporte estão ansiosos. Amanhã será divulgada a lista de atletas convocados para defender o Brasil na Copa do Mundo desse ano. Assim como Luiz Felipe Scolari, o leitor e eu temos preferências e avaliações dentro do futebol. Ora com maior expertise, ora nem tanto. O fato é que cada um tem sua convicção.


Vivendo distante do ambiente de trabalho da seleção brasileira, o que causa limitações na avaliação - e isso é natural, elaborei a minha lista preferida. Excelentes jogadores mereceriam ser lembrados, mas devido a limitações no número de vagas, avaliei e decidi que ficariam fora de minha convocação, nesse momento, os goleiros Fábio e Diego Cavalieri, os zagueiros Réver, Henrique, Leandro Castán, Rodrigo Moledo e Marquinhos, os laterais Adriano, Jean e Maxwell, os meio campistas Arouca, Luiz Gustavo, Fernando, Lucas Leiva, Hernanes e Jadson, os atacantes Robinho, Jô, Luis Fabiano, Tardelli e William, entre outros.

Obviamente, de minha lista preferencial, há alguns jogadores que não serão convocados por Felipão. Já outros, que não nomeei em minha "convocação", tenho convicção de que o treinador da seleção brasileira convocará. Diga-se de passagem, e quem acompanha minhas opiniões sabe, tenho absoluta convicção sobre uma relevante questão: Luis Felipe Scolari é o nome mais qualificado para comandar a seleção brasileira nessa Copa do Mundo. Independentemente dos nomes por ele escolhidos!

Segue abaixo minha lista preferencial, acrescida dos sete suplentes, que poderão ser chamados a qualquer momento, no caso de haver cortes nos 23 convocados inicialmente, devido a lesões.

Na tabela abaixo, consta o número de camisa que eu, se fosse treinador, destinaria à cada jogador. Após isso, segue a identificação do atleta, o nome e o distintivo da agremiação onde joga, a bandeira da liga nacional onde atua, além da idade já completa (ou que completará no decorrer de 2014).

Vamos debater? Qual seria a sua lista preferencial? Participe!

Saudações esportivas!


sábado, 19 de abril de 2014

Opinião: campeonato brasileiro 2014

Por Luciano Bonfoco Patussi
19 de abril de 2014

Em alguns minutos, iniciará a disputa do campeonato brasileiro de 2014. Na prática, 20 clubes iniciam a disputa da primeira divisão nacional. O futebol e suas incontáveis variáveis produz resultados, muitas vezes, surpreendentes, principalmente para torcedores e até mesmos profissionais da mídia esportiva. Inegavelmente, isso torna esse esporte ainda mais apaixonante.

No ano passado, o campeão foi o Cruzeiro. Equipe que tinha uma base qualificada tecnicamente, que agregou alguns valores importantes ao elenco, sempre valorizando o conjunto, e aliado a tudo isso, não teve significativas perdas de jogadores em meio à competição, devido à negociações com o futebol do exterior.

Cito isso apenas para termos um simples embasamento do que é necessário para a obtenção de êxito em um campeonato com as características do brasileirão.

Quais as suas apostas, torcedor brasileiro? Como seu time atuará no campeonato? Em minha opinião, resumidamente, destaco o seguinte parecer, sem considerar reforços decisivos que venham a ser contratados, e nem mesmo eventuais perdas que poderão ocorrer nos elencos nos próximos dias.

Cruzeiro (MG): atual campeão brasileiro, manteve sua base, contando com importantes e qualificados jogadores como, por exemplo, Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, que dão criatividade ao meio campo, velocidade ao ataque e ainda apoiam a equipe, compondo defensivamente.

Santos (SP): mesmo derrotado na decisão do campeonato paulista, o Santos tem uma base de jogadores de grande valor e enorme potencial. Com a paciência e a competência de Osvaldo de Oliveira no comando, esses atletas podem oferecer bons resultados para o torcedor santista, em curto e médio prazo.

Atlético (MG): a base campeã continental permanece à serviço do time. A única carência é a falta de um jogador com a mesma característica de Bernard - vendido ano passado para o futebol ucraniano. Apesar disso, o time atleticano segue competitivo. Ronaldinho é o talento de renome mundial deste campeonato.

Corinthians (SP): é um clube que obteve muitos títulos com Tite no comando. Agora, Mano Menezes precisa mediar situações do dia a dia, para fazer com que esse mesmo elenco vitorioso readquira a confiança necessária, voltando a obter status de time campeão.

Palmeiras (SP): no retorno à primeira divisão, o tradicional e gigante alviverde precisa se firmar novamente no cenário nacional. Para isso, manteve no comando Gilson Kleina, que conhece como ninguém o elenco palestrino. Há bom potencial no plantel, visando tornar a equipe competitiva novamente.

Internacional (RS): como trunfos, o colorado conta com o retorno ao reformulado Beira Rio, após longo tempo afastado de sua casa. Além disso, Abel Braga recuperou a confiança dos atletas. A característica desse experiente elenco é a manutenção da posse de bola. Velocidade não é seu ponto mais evidente.

Grêmio (RS): o técnico Enderson Moreira busca recuperar o ânimo de sua equipe, após a derrota no estadual. Na Libertadores, a campanha é boa. Agora, iniciará a fase oitavas de final. Junto dela, o brasileiro. A aposta é em jovens promissores para retomar o caminho dos títulos. A pressão da torcida é gigante.

Flamengo (RJ): após a precoce eliminação na Libertadores, o torcedor espera recuperação imediata no campeonato nacional. O Flamengo é uma equipe que atua com muita raça e bravura, mas que, em alguns momentos cruciais, carece de maior técnica, fato que contraria a vencedora história rubro negra

Fluminense (RJ):  parcela relevante de torcedores de outros times acusa suposta influência de bastidores, o que teria mantido o tricolor na primeira divisão. Essa pressão pode atrapalhar o planejamento da equipe, que aposta na qualidade e na experiência de jogadores como Fred, Conca, Wagner e Sóbis, entre outros.

São Paulo (SP): há quase seis anos, o São Paulo conquistava o inédito tricampeonato brasileiro consecutivo. Para voltar a brilhar no patamar em que o clube acostumou a protagonizar, a aposta segue sendo na experiência de jogadores como Rogério Ceni e Luis Fabiano, além do talento de Alexandre Pato.

Botafogo (RJ): fora da Libertadores, com técnico demitido, tudo parece conspirar contra. Os reforços de maior qualidade neste ano são Jorge Wagner - de bom nível técnico, mas que não pode ser o principal protagonista, além de Emerson Sheik, recém contratado. A perda de Vitinho e Seedorf ainda é sentida.

Coritiba (PR): Celso Roth foi contratado para apaziguar o clima e tornar o time competitivo. Junto dele, Paulo Paixão chega ao clube para qualificar a parte física. Na média, avalio que o Coxa possui uma das dez melhores comissões técnicas do país, além do craque Alex. Tudo pela recuperação do prestígio nacional.

Atlético (PR): após derrota na Libertadores, o time quer repetir o sucesso obtido ano passado nos certames nacionais. Alguns dos principais atletas seguem no clube, tais como Weverton, Marcelo e Ederson. Manoel foi afastado temporariamente e algumas opiniões contestam o treinador Miguel Ángel Portugal.

Bahia (BA): para um clube grande e de massa, a conquista de títulos deve sempre ser objetivo. Entretanto, o momento do Bahia é de consolidação. Se após longo período de dificuldades, o tricolor conseguir se manter na primeira divisão, a tendência será, ano após ano, o time ser cada vez mais fortalecido.

Vitória (BA): após derrota no certame estadual, o momento é de busca por reafirmação. Ano passado, o Vitória fez boa campanha no campeonato brasileiro. O instante é de buscar reforços, apostar em talentos da base e tentar, cada vez mais, obter êxito e crescimento em nível nacional.

Sport Recife (PE): o momento é de festa. Com grande chance de conquistar o campeonato pernambucano, o Sport recentemente venceu a Copa Nordeste. O elenco adquire gosto por títulos. Esse estado anímico é fundamental para, agregando qualidade, fazer o Sport realizar uma boa campanha nacional.

Goiás (GO): é um clube com excelente estrutura. Teve brilhantes campanhas, inclusive em 2013. Walter, seu principal jogador, não permaneceu no clube. Recentemente, perdeu o estadual. Tem em Renan um bom goleiro. Vítor é um lateral de qualidade. Cabe a diretoria qualificar o time, dentro das possibilidades.

Criciúma (SC): ano passado, o tigre fez campanha onde time e torcedor jogaram juntos na reta final. Com esse ambiente, o clube escapou do rebaixamento. O desafio do técnico Caio Júnior, após insucesso no campeonato local, é tornar o time coeso e somar pontos ao longo do certame, se mantendo na elite.

Figueirense (SC): o time de Florianópolis reestreará na primeira divisão, logo após obter êxito no certame catarinense. Mas o objetivo inicial é qualificar o elenco para disputar o campeonato nacional em condições de seguir representando Santa Catarina na elite do futebol brasileiro.

Chapecoense (SC): dentro de suas limitações e guardadas as devidas proporções, a campanha da Chapecoense ano passado foi uma das maiores surpresas positivas do futebol nacional. Esse ano, a pressão será grande. O nível técnico é outro. O povo local está ao lado do time. Contudo, o desafio será imenso.