Por Luciano Bonfoco Patussi
22 de agosto de 2017
Digamos que a Federação Gaúcha de
Futebol resolva convidar Criciúma, Chapecoense, Peñarol e Nacional de
Montevidéu, para disputar o campeonato gaúcho – com o objetivo de melhorar a qualidade
técnica do certame.
Em paralelo, imagine que a
Confederação Brasileira de Futebol efetive convite semelhante, inserindo Boca Juniors e River Plate na disputa da Copa do Brasil, com o intuito de
agregar valor ao torneio.
Neste momento, o leitor deve indagar surpreso: “que papo é esse!?”. Com a desculpa de qualificar tecnicamente a próxima edição da Copa América, a Confederação Sul
Americana de Futebol está prestes a convidar diversas seleções de fora do continente americano: entre as cogitadas, estão Portugal, Espanha e Itália, entre outras!
É notório que a inserção destas
seleções na competição traria maior visibilidade ao
torneio. Fato que se traduziria em cifras milionárias depositadas nos cofres da CONMEBOL, verbas oriundas da negociação de patrocinadores e de direitos de transmissão.
Onde quero chegar com esta
análise? Está na hora de a mídia esportiva ser crítica, contra decisões desta magnitude, que visam lucro para as confederações de
futebol, entre outros possíveis interessados. Remuneração esta que nunca se transformará em benefícios reais para a
população e nem para os amantes da tradição do futebol.
Cabe ressaltar que investigações policiais recentemente
ocorridas em nível mundial, no âmbito do futebol, têm mostrado exatamente onde estão os destinatários
de boa parcela dos recursos de que estamos falando. Se equipes de fora do continente vierem a disputar a Copa América em 2019, a alma do torneio será esfacelada, pois a competição não mais existirá na sua real e verdadeira essência. O espírito da Copa América, cambaleante, morrerá! Tudo, em favor de algumas dúzias de interessados!
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