domingo, 19 de maio de 2013

Sport Club São Paulo: o retorno à elite do futebol gaúcho


Por Luciano Bonfoco Patussi
19 de maio de 2013

SÃO PAULO NA PRIMEIRA DIVISÃO: o tradicional Sport Club São Paulo, de Rio Grande, está de volta à elite do futebol gaúcho. Na decisão do primeiro turno da divisão de acesso, bateu o Brasil de Pelotas nas penalidades máximas, após vitória por 1 a 0 no tempo normal – pois havia perdido a primeira partida da decisão do turno, no município vizinho, pelo mesmo placar.

Campeão gaúcho em 1933, o São Paulo voltará a disputar a principal divisão do futebol gaúcho, após sua última passagem pela mesma, ocorrida em 2001, época em que o ídolo do time era o centroavante Marcos Milhão.

DESTAQUES: o grande nome de hoje é Luciano. Goleiro de 43 anos de idade, possui mais da metade destes dedicados ao futebol. Na decisão contra o Brasil, Luciano defendeu três penalidades máximas. No jogo anterior, já teve atuação de luxo, evitando um placar mais elástico em favor do adversário.

Luciano é um atleta exemplar e, pela forma apresentada nas últimas partidas, deve estar longe de pensar em aposentadoria! Ganha o futebol gaúcho!

Além de Luciano e de outros importantes jogadores, o jovem Aylon é o grande destaque do elenco do São Paulo, em minha visão, sendo atualmente o goleador da divisão de acesso estadual.

COMANDO: o Leão do Parque está de parabéns. Vale lembrar ainda o grande trabalho comandado por Rudi Machado e Aládio. Hoje, respectivamente, treinador e gerente de futebol, a dupla atuou na zaga pelos campos do estado anos atrás e conhece bem as dificuldades de “fazer acontecer” o futebol no interior.

ADVERSÁRIOS COMPETITIVOS: o Brasil de Pelotas, também tradicional e de torcida apaixonada, terá todo o segundo turno pela frente, para trabalhar em busca do acesso para a divisão principal. O vice campeonato deste turno, entretanto, já garantiu ao time do Bento Freitas, pelo menos, a chance de disputar a última vaga para a primeira divisão, em confronto a ser jogado contra o segundo colocado do turno final.

O Xavante está de parabéns pela bela campanha, assim como também estão o Glória de Vacaria e o Riograndense de Santa Maria, times que fizeram ótimas campanhas e que chegaram até a semifinal deste turno da divisão de acesso.

SAUDAÇÃO ESPECIAL: gostaria de registrar uma grande saudação à Rosano Cadaval,  integrante do grupo de colaboradores da empresa onde atuei até 2007, sendo ele um amigo que nutre especial carinho pelo São Paulo, clube da sua terra; e também ao antigo colega do curso de Gestão Esportiva, Renan Mobarack, que de maneira competente gerencia o futebol do Riograndense, time que fez ótima campanha neste primeiro turno. O Time dos Ferroviários, pelo que vi jogar, possui organização e qualificação para buscar mais resultados positivos ainda neste campeonato.

domingo, 28 de abril de 2013

Seleção brasileira: o fechamento de um elenco confiável em curto período de tempo



Por Luciano Bonfoco Patussi
28 de abril de 2013

Não tenho dúvidas de que a seleção brasileira está nas mãos do comandante técnico mais indicado para o momento que vive o nosso futebol. “Fatos e conclusões: o rumo do Brasil até 2014”, matéria publicada em 20 de setembro de 2012, demonstra as variáveis nas quais me baseei para listar Luiz Felipe Scolari como o profissional mais qualificado para comandar o time brasileiro atualmente. Você pode acompanhar a matéria publicada na referida data, na íntegra, acessando o link abaixo:


O deficitário planejamento de longo prazo, que impera no futebol nacional como um todo, “joga nas costas” dos treinadores das equipes a responsabilidade por resultados imediatos. É como que se bastasse um passe de mágica para a bola ser empurrada para as redes, fazendo a alegria da nação! Se a “varinha de condão” não fizer efeito imediato, os treinadores são demitidos e, muitas vezes, execrados injustamente por boa parcela da mídia esportiva nacional.

De maneira que as coisas não acontecem como magia, da noite para o dia, tenho ciência de que a Copa das Confederações de 2013 servirá como “laboratório”. É óbvio que o Brasil entrará na competição com a responsabilidade de tentar o título, tanto por sua tradição, quanto pelo fato de o time jogar diante de sua torcida. Entretanto, considerando que estamos há menos de dois meses do início da disputa, e o Brasil sequer tem um time formado, o mais importante de tudo será a possibilidade de a equipe jogar em alto ritmo de competição.

Esta disputa fará com que o comando técnico brasileiro possa formatar um time de futebol. Será possível ver “quem é quem”, verificando se os nomes escolhidos estarão dispostos a fazer parte de um time, sem estrelismo. Será neste momento que serão separados os representantes da nação rumo ao mundial de 2014, daqueles que não desejarem trabalhar em conjunto e de maneira respeitosa com os demais atletas brasileiros.

O caminho do Brasil, visando a conquista da Copa do Mundo, será muito difícil. Atualmente, creio que existam, no mínimo, cerca de oito ou nove seleções melhor formatadas do que a brasileira. O trabalho será árduo. Nada muito diferente do que Luiz Felipe Scolari já realizou, de maneira competente, em todos os serviços técnicos prestados aos clubes e seleções que serviu profissionalmente, no decorrer de sua carreira.

Sendo o Brasil um país onde há “milhões de teóricos treinadores apaixonados por futebol”, eu não poderia deixar de, respeitosamente, me enquadrar nesta lista e expor minha idéia de elenco. Observando o trabalho “de fora”, sem ter o devido conhecimento da real vivência do dia a dia da seleção, o que limita minha opinião, elenco 23 atletas que “eu convocaria”, neste momento, para a Copa das Confederações, já pensando na possibilidade de aproveitamento de pelo menos 70% deste grupo na Copa do Mundo de 2014.


Gostaria de acrescentar seis pontos, que servem como base para a listagem que elaborei:

1) Para posições definitivas e pontuais – goleiro e centroavante – elenquei três opções, para precaver a equipe em caso de suspensões ou lesões, evitando que o time fique sem goleiro, e também sem um atacante de referência na área;

2) Do meio de campo para a frente, os atletas de minha lista são relativamente jovens. Diante disso, achei imprescindível a presença, nesta lista, de Ronaldinho Gaúcho e Kaká. São atletas experientes, tecnicamente diferenciados e, se bem preparados, poderão render o máximo, sendo fundamentais no elenco, independentemente da titularidade ou da suplência;

3) Procurei elencar jogadores jovens e talentosos, com tendência a crescer tecnicamente nos próximos anos, mesclados com jogadores experientes e que poderão compor o elenco em diversas posições e situações, se for necessário. Casos, por exemplo, de Daniel Alves e Zé Roberto. Seria o momento de Daniel Alves provar que pode compor esta lista, independentemente da titularidade – ou da reserva. Já Zé Roberto, em minha idéia, seria o “coringa” do elenco, devido ao seu exemplo, seu preparo e sua qualidade técnica no auge dos quase 40 anos de idade. Pode atuar como lateral, volante ou meia armador, com extrema qualificação e dedicação;

4) O lateral direito Maicon, que não vem tendo oportunidades no Manchester City, em minha convicção é um jogador que pode ser muito importante e até mesmo titular da seleção, em virtude de a posição em questão ter falta de jogadores afirmados com a mesma qualificação. Maicon, bem treinado pela comissão técnica e de preparação física do Brasil, seria importantíssimo na seleção, em minha visão;

5) Atletas como Jefferson (Botafogo), Marcos Rocha (Atlético Mineiro), Réver (Atlético Mineiro), Dedé (Cruzeiro), Filipe Luís (Atlético de Madrid), Sandro (Tottenham), Arouca (Santos), Luiz Gustavo (Bayern de Munique), Jean (Fluminense), Lucas (Liverpool), Giuliano (Dnipro-UCR), Anderson (Manchester United), Hernanes (Lazio), Casemiro (Real Madrid), Carlos Eduardo (Flamengo), Ganso e Jadson (São Paulo), Thiago Neves e Wellington Nem (Fluminense), Diego Tardelli (Atlético Mineiro), Taison (Metalist-UCR), Hulk (Zenit-RÚS), entre alguns poucos mais, seguiriam sendo observados por mim e a lista final de atletas convocados para a Copa do Mundo não fugiria destes nomes, salvo alguma rara exceção.

6) Minha formação titular, que seria inicialmente observada após o condicionamento atlético de todos - principalmente de Maicon, ficaria da seguinte maneira (podendo ser alterada de acordo com o momento técnico, físico e tático de cada componente do elenco):

01 - Cássio
02 - Maicon
03 - Thiago Silva
04 - David Luiz
06 - Marcelo
05 - Fernando
08 - Ramires
07 - Ronaldinho Gaúcho
10 - Oscar
11 - Neymar
09 - Leandro Damião

Esta formação atuaria em um 4-5-1 ofensivo, de acordo com as características principais dos escolhidos.

Os laterais são muito bons na marcação, sendo velozes e incisivos no apoio ao ataque. Contariam com a proteção e cobertura dos jogadores Fernando e Ramires, no ato de suas investidas ofensivas. Ramires e Fernando poderiam se desprender ao ataque, com a manutenção sistêmica dos laterais no campo defensivo.

Em uma linha com três jogadores no meio de campo ofensivo, Oscar atuaria centralizado, sendo o armador de jogadas e também auxiliando a marcação. Ronaldinho Gaúcho e Neymar atuariam abertos, nas laterais do campo, compondo defensivamente o quinteto central, acompanhando e fechando o espaço dos laterais, mas tendo total liberdade para atacar pelos lados, fazendo infiltrações, criando jogadas, tabelando e concluindo para o gol. Driblando também, objetivamente e quando necessário!

Leandro Damião seria o centroavante. Preocuparia de um até dois defensores adversários ao estar dentro da área. Faria tabelamentos e movimentações, servindo de pivô para jogadores como Ronaldinho, Neymar, Fernando, Ramires e Oscar. Sairia da área, deslocando os defensores, abrindo espaços para a infiltração de Ronaldinho, Neymar e Oscar visando a conclusão. E, logicamente, concluiria as jogadas de gol criadas pelos demais companheiros, visando a sua finalização!

Observando esses pontos, é possível identificar a importância de cada jogador na lista acima elaborada.

Você, leitor: concorda? Discorda? Participe. Deixe sua opinião!

Uma cordial saudação esportiva à todos!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Corinthians bicampeão mundial

Por Luciano Bonfoco Patussi
17 de dezembro de 2012

Na manhã de 16 de dezembro de 2012, Corinthians se sagrou campeão do Mundial de Clubes da FIFA pela segunda vez na história. Na grande decisão, bateu o Chelsea de Londres por 1 a 0, com um gol do peruano Guerrero, de cabeça, no segundo tempo.

Durante toda a partida, disputada em Yokohama, o Corinthians mostrou melhor organização tática. Apesar disso, o Chelsea criou algumas importantes chances de gol. Quando as teve, parou em Cássio, um grande goleiro, pontual contratação que o Corinthians fez para a disputa da Libertadores deste ano.

Outro destaque foi para a festa corintiana. Foi bonito de ver e motivo de orgulho o que o torcedor do time de Parque São Jorge fez no Japão. A partida parecia ter torcida única. Com o Corinthians, o futebol brasileiro voltou a triunfar no Mundial de Clubes, após 6 anos do título obtido pelo Internacional, em 2006.

Com Tite no comando, um treinador do primeiro escalão do futebol brasileiro, o Corinthians deu a volta olímpica. Particularmente falando, conheço de perto alguns dos principais trabalhos realizados por Tite: no Grêmio, entre 2001 e 2003; e no Internacional, em 2008 e 2009.

Minha opinião particular é de que a melhor equipe que eu já vi atuar com a camisa do Grêmio, tecnicamente falando, foi o time de Tite. Melhor tecnicamente inclusive do que o time montado pelo Felipão nos anos 90.

O mesmo vale para o melhor Internacional que vi atuar, tecnicamente falando - é bom destacar. Tanto o Grêmio de 2001 quanto o Internacional de 2008 e 2009 eram times com grande qualidade técnica, com conceito tático compacto, e com muita posse de bola. Posse de bola era o "alimento" daquelas equipes.

O Corinthians atual não é diferente. O Corinthians é a cara do seu treinador. É fruto de uma convicção diretiva que se iniciou em um duro momento de eliminação, em uma pré Libertadores. A diretoria deu confiança e respaldo ao bom trabalho realizado por Tite. Assim vieram os títulos do campeonato brasileiro e da Copa Libertadores da América.

Por fim, veio a conquista do Mundial de Clubes. Título obtido de maneira justíssima, sem direito a qualquer "mas", ou "se". No domingo que se passou, Yokohama poderia ter sido chamada de Parque São Jorge. Ou então de República Popular do Corinthians.

Não seria exagero. A Fiel tomou conta do Japão. Trouxe a taça mundial de volta para o Brasil. Pintou o mundo de branco e preto, mais uma vez! Deu as suas cores um toque verde e amarelo. A busca pelo tri mundial já é um sonho do torcedor!

Sport Club Corinthians Paulista, bicampeão do Mundial de Clubes: 2000 e 2012!