terça-feira, 2 de julho de 2013

Brasil campeão: atitude, mudança e convicção na hora certa

Por Luciano Bonfoco Patussi
02 de julho de 2013

No último domingo, a seleção brasileira venceu por 3 a 0 a badalada equipe espanhola. Foi uma partida de encher os olhos do torcedor. A atuação do time do Brasil foi de elevado nível tático e técnico!

Eu tinha convicção absoluta de que o time de Felipão seria bravo e atuaria com "sangue nos olhos". Acompanhei todos os times comandados por Luiz Felipe durante sua carreira e, por este motivo, tinha certeza disso. Porém, o que me surpreendeu foi a organização coletiva e instantânea apresentada pela equipe, apesar de pouco tempo de trabalho conjunto, aliado ao fato de as peças principais da equipe serem relativamente jovens e estarem buscando espaço e crescimento no mundo do futebol.

Há tempos defendia, como é possível ver através de minhas exposições anteriores, a contratação de Luiz Felipe Scolari para ser o técnico da seleção brasileira, visando a montagem de um time competitivo para brigar por algo maior em 2014. Porém, o título da Copa das Confederações obtido já em 2013, com qualidade, surpreendeu-me.

Os nomes primordiais dessa equipe, tecnicamente falando, são os jovens Neymar e Oscar, como já escrito por mim em coluna publicada neste blog em 2012. Neymar é o novo. O diferente. Aquele que pode improvisar e que, jogando na Europa, vai agregar muita qualidade tática. Oscar é o centro. O maestro. É o jogador que dá opção de passe à todos os companheiros, mesmo quando extremamente apertados pela marcação adversária! É o passe certo e milimétrico. É o apoio defensivo inesperado e decisivo!

A seleção brasileira está no caminho certo rumo à 2014. Talvez não seja campeã. Mas tenho certeza absoluta que empregará o máximo de qualidade que estiver ao seu dispor, para brigar por essa conquista.

Digo e afirmo isso desde que defendia a contratação de Luiz Felipe Scolari, em 2012. E olha que não sou empresário do Felipão! Essa é apenas minha opinião e meu entendimento sobre o esporte que apaixona milhões de pessoas pelo Brasil e pelo mundo afora!

Para quem é apaixonado por futebol e procura aprimorar os conhecimentos deste esporte a cada dia, é muito gratificante, mesmo acompanhando "de fora", defender um trabalho com embasamento e coragem, vendo resultados serem obtidos de maneira satisfatória e com convicção!

Parabéns, seleção brasileira! Tetracampeã da Copa das Confederações da FIFA!

Agora, o caminho é mais difícil e árduo! Na Copa do Mundo, a história é diferente! O trabalho, entretanto, está na direção certa. Reafirmo esta convicção!

Saudações esportivas!

domingo, 19 de maio de 2013

Sport Club São Paulo: o retorno à elite do futebol gaúcho


Por Luciano Bonfoco Patussi
19 de maio de 2013

SÃO PAULO NA PRIMEIRA DIVISÃO: o tradicional Sport Club São Paulo, de Rio Grande, está de volta à elite do futebol gaúcho. Na decisão do primeiro turno da divisão de acesso, bateu o Brasil de Pelotas nas penalidades máximas, após vitória por 1 a 0 no tempo normal – pois havia perdido a primeira partida da decisão do turno, no município vizinho, pelo mesmo placar.

Campeão gaúcho em 1933, o São Paulo voltará a disputar a principal divisão do futebol gaúcho, após sua última passagem pela mesma, ocorrida em 2001, época em que o ídolo do time era o centroavante Marcos Milhão.

DESTAQUES: o grande nome de hoje é Luciano. Goleiro de 43 anos de idade, possui mais da metade destes dedicados ao futebol. Na decisão contra o Brasil, Luciano defendeu três penalidades máximas. No jogo anterior, já teve atuação de luxo, evitando um placar mais elástico em favor do adversário.

Luciano é um atleta exemplar e, pela forma apresentada nas últimas partidas, deve estar longe de pensar em aposentadoria! Ganha o futebol gaúcho!

Além de Luciano e de outros importantes jogadores, o jovem Aylon é o grande destaque do elenco do São Paulo, em minha visão, sendo atualmente o goleador da divisão de acesso estadual.

COMANDO: o Leão do Parque está de parabéns. Vale lembrar ainda o grande trabalho comandado por Rudi Machado e Aládio. Hoje, respectivamente, treinador e gerente de futebol, a dupla atuou na zaga pelos campos do estado anos atrás e conhece bem as dificuldades de “fazer acontecer” o futebol no interior.

ADVERSÁRIOS COMPETITIVOS: o Brasil de Pelotas, também tradicional e de torcida apaixonada, terá todo o segundo turno pela frente, para trabalhar em busca do acesso para a divisão principal. O vice campeonato deste turno, entretanto, já garantiu ao time do Bento Freitas, pelo menos, a chance de disputar a última vaga para a primeira divisão, em confronto a ser jogado contra o segundo colocado do turno final.

O Xavante está de parabéns pela bela campanha, assim como também estão o Glória de Vacaria e o Riograndense de Santa Maria, times que fizeram ótimas campanhas e que chegaram até a semifinal deste turno da divisão de acesso.

SAUDAÇÃO ESPECIAL: gostaria de registrar uma grande saudação à Rosano Cadaval,  integrante do grupo de colaboradores da empresa onde atuei até 2007, sendo ele um amigo que nutre especial carinho pelo São Paulo, clube da sua terra; e também ao antigo colega do curso de Gestão Esportiva, Renan Mobarack, que de maneira competente gerencia o futebol do Riograndense, time que fez ótima campanha neste primeiro turno. O Time dos Ferroviários, pelo que vi jogar, possui organização e qualificação para buscar mais resultados positivos ainda neste campeonato.

domingo, 28 de abril de 2013

Seleção brasileira: o fechamento de um elenco confiável em curto período de tempo



Por Luciano Bonfoco Patussi
28 de abril de 2013

Não tenho dúvidas de que a seleção brasileira está nas mãos do comandante técnico mais indicado para o momento que vive o nosso futebol. “Fatos e conclusões: o rumo do Brasil até 2014”, matéria publicada em 20 de setembro de 2012, demonstra as variáveis nas quais me baseei para listar Luiz Felipe Scolari como o profissional mais qualificado para comandar o time brasileiro atualmente. Você pode acompanhar a matéria publicada na referida data, na íntegra, acessando o link abaixo:


O deficitário planejamento de longo prazo, que impera no futebol nacional como um todo, “joga nas costas” dos treinadores das equipes a responsabilidade por resultados imediatos. É como que se bastasse um passe de mágica para a bola ser empurrada para as redes, fazendo a alegria da nação! Se a “varinha de condão” não fizer efeito imediato, os treinadores são demitidos e, muitas vezes, execrados injustamente por boa parcela da mídia esportiva nacional.

De maneira que as coisas não acontecem como magia, da noite para o dia, tenho ciência de que a Copa das Confederações de 2013 servirá como “laboratório”. É óbvio que o Brasil entrará na competição com a responsabilidade de tentar o título, tanto por sua tradição, quanto pelo fato de o time jogar diante de sua torcida. Entretanto, considerando que estamos há menos de dois meses do início da disputa, e o Brasil sequer tem um time formado, o mais importante de tudo será a possibilidade de a equipe jogar em alto ritmo de competição.

Esta disputa fará com que o comando técnico brasileiro possa formatar um time de futebol. Será possível ver “quem é quem”, verificando se os nomes escolhidos estarão dispostos a fazer parte de um time, sem estrelismo. Será neste momento que serão separados os representantes da nação rumo ao mundial de 2014, daqueles que não desejarem trabalhar em conjunto e de maneira respeitosa com os demais atletas brasileiros.

O caminho do Brasil, visando a conquista da Copa do Mundo, será muito difícil. Atualmente, creio que existam, no mínimo, cerca de oito ou nove seleções melhor formatadas do que a brasileira. O trabalho será árduo. Nada muito diferente do que Luiz Felipe Scolari já realizou, de maneira competente, em todos os serviços técnicos prestados aos clubes e seleções que serviu profissionalmente, no decorrer de sua carreira.

Sendo o Brasil um país onde há “milhões de teóricos treinadores apaixonados por futebol”, eu não poderia deixar de, respeitosamente, me enquadrar nesta lista e expor minha idéia de elenco. Observando o trabalho “de fora”, sem ter o devido conhecimento da real vivência do dia a dia da seleção, o que limita minha opinião, elenco 23 atletas que “eu convocaria”, neste momento, para a Copa das Confederações, já pensando na possibilidade de aproveitamento de pelo menos 70% deste grupo na Copa do Mundo de 2014.


Gostaria de acrescentar seis pontos, que servem como base para a listagem que elaborei:

1) Para posições definitivas e pontuais – goleiro e centroavante – elenquei três opções, para precaver a equipe em caso de suspensões ou lesões, evitando que o time fique sem goleiro, e também sem um atacante de referência na área;

2) Do meio de campo para a frente, os atletas de minha lista são relativamente jovens. Diante disso, achei imprescindível a presença, nesta lista, de Ronaldinho Gaúcho e Kaká. São atletas experientes, tecnicamente diferenciados e, se bem preparados, poderão render o máximo, sendo fundamentais no elenco, independentemente da titularidade ou da suplência;

3) Procurei elencar jogadores jovens e talentosos, com tendência a crescer tecnicamente nos próximos anos, mesclados com jogadores experientes e que poderão compor o elenco em diversas posições e situações, se for necessário. Casos, por exemplo, de Daniel Alves e Zé Roberto. Seria o momento de Daniel Alves provar que pode compor esta lista, independentemente da titularidade – ou da reserva. Já Zé Roberto, em minha idéia, seria o “coringa” do elenco, devido ao seu exemplo, seu preparo e sua qualidade técnica no auge dos quase 40 anos de idade. Pode atuar como lateral, volante ou meia armador, com extrema qualificação e dedicação;

4) O lateral direito Maicon, que não vem tendo oportunidades no Manchester City, em minha convicção é um jogador que pode ser muito importante e até mesmo titular da seleção, em virtude de a posição em questão ter falta de jogadores afirmados com a mesma qualificação. Maicon, bem treinado pela comissão técnica e de preparação física do Brasil, seria importantíssimo na seleção, em minha visão;

5) Atletas como Jefferson (Botafogo), Marcos Rocha (Atlético Mineiro), Réver (Atlético Mineiro), Dedé (Cruzeiro), Filipe Luís (Atlético de Madrid), Sandro (Tottenham), Arouca (Santos), Luiz Gustavo (Bayern de Munique), Jean (Fluminense), Lucas (Liverpool), Giuliano (Dnipro-UCR), Anderson (Manchester United), Hernanes (Lazio), Casemiro (Real Madrid), Carlos Eduardo (Flamengo), Ganso e Jadson (São Paulo), Thiago Neves e Wellington Nem (Fluminense), Diego Tardelli (Atlético Mineiro), Taison (Metalist-UCR), Hulk (Zenit-RÚS), entre alguns poucos mais, seguiriam sendo observados por mim e a lista final de atletas convocados para a Copa do Mundo não fugiria destes nomes, salvo alguma rara exceção.

6) Minha formação titular, que seria inicialmente observada após o condicionamento atlético de todos - principalmente de Maicon, ficaria da seguinte maneira (podendo ser alterada de acordo com o momento técnico, físico e tático de cada componente do elenco):

01 - Cássio
02 - Maicon
03 - Thiago Silva
04 - David Luiz
06 - Marcelo
05 - Fernando
08 - Ramires
07 - Ronaldinho Gaúcho
10 - Oscar
11 - Neymar
09 - Leandro Damião

Esta formação atuaria em um 4-5-1 ofensivo, de acordo com as características principais dos escolhidos.

Os laterais são muito bons na marcação, sendo velozes e incisivos no apoio ao ataque. Contariam com a proteção e cobertura dos jogadores Fernando e Ramires, no ato de suas investidas ofensivas. Ramires e Fernando poderiam se desprender ao ataque, com a manutenção sistêmica dos laterais no campo defensivo.

Em uma linha com três jogadores no meio de campo ofensivo, Oscar atuaria centralizado, sendo o armador de jogadas e também auxiliando a marcação. Ronaldinho Gaúcho e Neymar atuariam abertos, nas laterais do campo, compondo defensivamente o quinteto central, acompanhando e fechando o espaço dos laterais, mas tendo total liberdade para atacar pelos lados, fazendo infiltrações, criando jogadas, tabelando e concluindo para o gol. Driblando também, objetivamente e quando necessário!

Leandro Damião seria o centroavante. Preocuparia de um até dois defensores adversários ao estar dentro da área. Faria tabelamentos e movimentações, servindo de pivô para jogadores como Ronaldinho, Neymar, Fernando, Ramires e Oscar. Sairia da área, deslocando os defensores, abrindo espaços para a infiltração de Ronaldinho, Neymar e Oscar visando a conclusão. E, logicamente, concluiria as jogadas de gol criadas pelos demais companheiros, visando a sua finalização!

Observando esses pontos, é possível identificar a importância de cada jogador na lista acima elaborada.

Você, leitor: concorda? Discorda? Participe. Deixe sua opinião!

Uma cordial saudação esportiva à todos!