quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reta decisiva: campeonato brasileiro 2010


Chegamos na reta decisiva do brasileirão 2010. Em até nove rodadas, conheceremos o novo vencedor do campeonato nacional, bem como os demais representantes do futebol brasileiro na Copa Libertadores da América de 2011.

Por Luciano Bonfoco Patussi
14 de outubro de 2010

Olhando para trás, chegamos a uma análise elaborada antes do início do campeonato brasileiro deste ano. Mais detalhes, sobre a análise realizada e divulgada no dia 8 de maio deste ano, podem ser visualizados através do endereço eletrônico abaixo descrito:

PREVISÃO DE ANTES DO INÍCIO DO CAMPEONATO

http://futebolartegarra.blogspot.com/2010/05/opiniao-campeonato-brasileiro-2010.html

Vimos que o equilíbrio realmente marcou o campeonato nacional mais uma vez. Não existem equipes imbatíveis nem mesmo times fracos em demasia, que não mereçam, pelo menos, respeito. Não existe "jogo jogado", como diz o ditado popular.

SITUAÇÃO ATUAL

Após o término da 29ª rodada, faltando nove jornadas para o final da disputa, pintam os principais favoritos a, de fato, manterem-se na corrida pelo título deste ano. A tabela de classificação mostra isso. O momento aponta o Cruzeiro, comandado por Cuca na casamata e por Montillo em campo, como líder do campeonato e franco favorito a seguir firme na disputa pelo título. Mas o Fluminense, logo atrás, comandado por Muricy Ramalho no banco e por Conca no gramado, não quer deixar escapar a chance de retomar o título de campeão brasileiro após 26 anos de espera.

O Corinthians, em pleno ano de seu centenário, parece ter perdido um pouco o rumo nas últimas rodadas, onde perdeu partidas que poderiam deixar a equipe em situação melhor na tabela de classificação. Esse fato, aliado ao pedido de demissão de Adilson Batista e as lesões de jogadores importantes, fazem o time de Parque São Jorge correr por fora, buscando alcançar os líderes e ainda lutar pelo título. Pela pontuação atual e pela situação de classificação antecipada para a Libertadores do ano que vem, Santos e Internacional correm mais por fora, tendo pequenas chances de título.

Repassando a análise realizada antes do início do campeonato, vemos que alguns times confirmaram sua situação inicial, pelo menos até o presente momento. Entretanto, outros decepcionaram não apenas seus torcedores, mas a crônica esportiva de modo geral. Vamos ao breve comparativo:

FAVORITOS AO TÍTULO

Santos e Cruzeiro confirmaram a expectativa criada e seguem firmes na disputa. A análise inicial, que previa ambos os times classificados entre os cinco melhores do campeonato, permanece inalterada. E além deles, o Corinthians confirma a expectativa de que brigaria por vaga na Libertadores e, quem sabe ainda, pelo título nacional.

SURPRESAS POSITIVAS

O Fluminense contratou o competente Muricy Ramalho para comandar o time, reforçou o elenco e não apenas briga por vaga na Libertadores, mas sonha de forma concreta com o título brasileiro.

O Atlético Paranaense aproveitou a janela de transferências da metade do ano e reforçou a equipe com bons jogadores. Trocou o comando técnico de forma acertada e a ousadia recompensou o atual 7º colocado na tabela. De candidato ao rebaixamento, o Atlético tem chances de vaga na Libertadores, o que está mais de acordo com a grandeza do Rubro-Negro paranaense.

O Ceará e o Guarani tiveram uma boa arrancada no campeonato e agora estão mais estabilizados na classificação. O risco de rebaixamento ainda existe, mas a campanha de ambos é boa, em relação à expectativa criada inicialmente.

DECEPÇÕES

Atual campeão brasileiro, o Flamengo ainda corre risco de rebaixamento. Do céu ao inferno entre 2009 e 2010, o time precisa lutar, nessas últimas rodadas, para permanecer sendo um dos únicos três clubes do Brasil – os outros dois são o Cruzeiro e o Internacional – que jamais deixaram de participar de uma edição do campeonato brasileiro da divisão principal. Uma vaga na Copa Sul-Americana é possível, mas improvável neste momento.

O Atlético Mineiro contratou Vanderlei Luxemburgo, fato que por si só já representaria um ponto positivo na formação da equipe. O Galo Mineiro conta com um elenco que possui bons jogadores, tais como Diego Tardelli, Diego Souza, Daniel Carvalho, entre outros. Se isso não serviria para levar o Galo ao título, pelo menos era possível sonhar com uma vaga na Libertadores. Mas o futebol possui variáveis diversas e o desempenho do time degringolou. A realidade mostra que escapar do rebaixamento será praticamente como um título obtido. Mas a esperança de escapar da queda ainda existe. É nela que o torcedor atleticano se agarra com todas as forças.

EMOÇÕES PELA FRENTE

Segue firme a disputa. Em qual time você apostaria neste momento? Qual a situação do seu time do coração? Participe.

Uma grande saudação esportiva à todos os leitores!

domingo, 22 de agosto de 2010

Copa Libertadores da América: Inter bicampeão


Já era madrugada do dia 19 de agosto quando um mar vermelho tomou conta das ruas do Rio Grande do Sul, do Brasil e da América. Após derrotar o Chivas Guadalajara por duas vezes nas partidas finais da Copa Libertadores da América, o Internacional venceu a competição pela segunda vez na sua história. Com a conquista, o "Colorado" entra em um seleto grupo de 12 clubes que possuem, em sua galeria, mais de uma conquista de Libertadores.

Por Luciano Bonfoco Patussi
23 de agosto de 2010

Na decisiva partida, disputada no Beira-Rio, o adversário colorado veio disposto a reverter a vantagem. No primeiro jogo da final, disputado em Guadalajara, o Internacional havia saído vitorioso, com o placar favorável de 2x1. Naquela partida, o time brasileiro teve, ainda, uma grande atuação coletiva. Este fato transbordou confiança no torcedor do Internacional. Por este vantagem obtida, um simples empate no Beira-Rio coroaria o título do time gaúcho.

O jogo derradeiro iniciou muito nervoso, um tanto truncado. O Inter buscava tomar a iniciativa, mas sem muito sucesso. Aos 42 minutos do primeiro tempo, Fabián colocou ponto final, parcialmente, na vantagem obtida pelo Inter na primeira partida. Em um golaço, o Chivas marcava 1x0 no placar. Festa mexicana no Beira-Rio.

O segundo tempo iniciou um tanto tenso e nervoso. Após algumas investidas ao ataque, o Internacional alcançou seu objetivo. Rafael Sobis, aos 16 minutos, marcou o gol de empate. O atacante colorado deu um toque na bola, na saída do goleiro, após cruzamento preciso de Kleber. Com o empate em 1x1, a torcida vibrou ainda mais nas arquibancadas. Mas nada, ainda, havia garantido o título. O jogo seguia.

Foi quando, aos 30 minutos, Leandro Damião marcou um bonito gol. O jovem atacante arrancou do meio campo, onde roubou a bola, e passou pela defesa adversária. Os colorados levantaram. Suplicaram o gol. Damião chutou. A bola quase foi defendida pelo goleiro mexicano. A rede balançou e os colorados tocaram, com a alma e o coração, o topo da América. Inter 2x1.

Faltava o gol do predestinado: Giuliano, após receber a bola de Wilson Mathias, passou com muita técnica pela defesa do time que detém a maior torcida do México. Na frente da meta, o jovem e promissor armador deu um leve toque, por baixo da bola, encobrindo o goleiro. Assim, aos 44 minutos do segundo tempo, Giuliano marcou o golaço que concretizou sua artilharia na competição. Lágrimas de alegria tomaram conta da torcida colorada. Teve ainda um gol, marcado por Araujo, descontando para o Chivas. Era tarde. O placar de 3x2 deu ao Internacional de Porto Alegre a sua segunda Copa Libertadores na história.

Com a conquista, o "Colorado" consolida ainda mais sua marca no cenário futebolístico mundial. O clube do Beira-Rio entra, ainda, no seleto grupo de, agora, 12 clubes que possuem mais de uma Libertadores da América no seu currículo. Os outros são: Independiente, Boca Juniors, Estudiantes e River Plate, da Argentina; Peñarol e Nacional, do Uruguai; Olímpia, do Paraguai; São Paulo, Cruzeiro, Santos e Grêmio, também do Brasil.

Na decisiva partida, o Club Deportivo Guadalajara, conhecido como Chivas, perdeu escalado com:

Michel; Magallón, De Luna, Reynoso e Ponce (depois Sólis); Araujo, Baéz (depois Vasquez), Fabián e Bautista; Arellano e Omar Bravo. Técnico: José Luiz Leal.

Já o Sport Club Internacional, por sua vez, coloriu a América de vermelho e branco mais uma vez, indo a campo com:

Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga (depois Wilson Matias), D'Alessandro e Taison (depois Giuliano); Rafael Sobis (depois Leandro Damião). Técnico: Celso Roth.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Copa do Brasil 2010: Santos campeão


O estádio Barradão, em Salvador, viveu sua maior noite na decisão da Copa do Brasil. O Santos poderia até perder por um gol de diferença. Foi o que aconteceu. O placar de 2x1 foi um prêmio ao esforço do Vitória, que pela segunda vez na história alcança um vice-campeonato em nível nacional: a primeira vez foi em 1993, quando o rubro-negro baiano perdeu, para o Palmeiras, o título do campeonato brasileiro. Com a conquista da Copa do Brasil, os “Meninos da Vila Belmiro” garantiram, neste 2010, a nona conquista nacional da história do “Peixe”. Foi um título regado ao talento técnico dentro de campo, com jovens promissores como Paulo Henrique Ganso, André, Neymar, Wesley e outros mais, despontando com enorme qualidade para o futebol brasileiro. Além disso, foi importante o toque do comando forte imposto por Dorival Júnior, que tem se consolidado, ano após ano, como um treinador do primeiro nível do futebol nacional.

Por Luciano Bonfoco Patussi
05 de agosto de 2010

Após a vitória em Santos por 2x0, a equipe da Vila Belmiro foi jogar em Salvador com relativa tranqüilidade. Após um início de jogo onde o Vitória buscava, sem maior objetividade, sufocar o Santos em seu próprio campo, a equipe paulista se soltou aos poucos. Tanto que, ao final do primeiro tempo, praticamente sacramentou a conquista. Neymar pegou o rebote de sua própria cobrança de bola parada e cruzou na área. Edu Dracena, um dos “xerifes” da equipe, de cabeça, marcou Santos 1x0. Com o final do primeiro tempo e o placar adverso, a tarefa do Vitória tornou-se praticamente impossível. Se não tomasse mais nenhum gol, em 45 minutos, teria de marcar quatro vezes para ser campeão. Conseguiu marcar, parcialmente. Foi insuficiente.

O segundo tempo começou e o Vitória procurava, dentro de suas condições de time bem armado que é, diminuir a desvantagem. Foi assim que o experiente meio-campista Ramon deu passe para o zagueiro Wallace girar, dentro da área, e marcar de perna direita o gol de empate. O gol que reanimou a equipe baiana e determinou a igualdade no placar. Já aos 32 minutos do segundo tempo o centroavante Júnior recebeu a bola de Neto e, na saída do goleiro, deu um toque por baixo da bola, marcando um golaço por cobertura. Memorável, foi um tento que deu esperança à torcida do Vitória. Mas foi tarde demais.

O Vitória merece os parabéns por sua bela campanha na Copa do Brasil. É um time bem entrosado, sem grandes craques e que deve, agora, focar no campeonato brasileiro, buscando realizar uma campanha de afirmação. Já o Santos, com uma tática de velocidade, habilidade e toque de bola, conquistou, com futebol encantador e de forma merecida, a Copa do Brasil. O time já havia sido campeão paulista em 2010. Aliás, a final da Copa do Brasil foi um confronto entre o campeão paulista e o atual tetracampeão baiano.

O Vitória foi vice-campeão da Copa do Brasil escalado com:

Viáfara; Nino (depois Gabriel), Wallace, Anderson Martins e Egídio; Neto Coruja, Bida (depois Adaílton) e Ramon (depois Renato); Elkeson, Júnior e Schwenck. Técnico: Ricardo Silva.

O Santos foi à Salvador, vencer a sua primeira Copa do Brasil, com os seguintes atletas:

Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Marcel), André (Marquinhos) e Robinho (Rodriguinho). Técnico: Dorival Júnior.

Historicamente, somando os títulos conquistados nas extintas Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mais as atuais disputas do campeonato brasileiro e da Copa do Brasil, o Santos coleciona nove títulos, tendo o maior número de troféus em nível nacional, igualando o Palmeiras. Se compararmos as fórmulas de disputa e equivalermos, em caráter comparativo, a antiga Taça Brasil com a Copa do Brasil, e o antigo Torneio Roberto Gomes Pedrosa com o campeonato brasileiro, poderíamos dizer que o Santos é, hoje, tricampeão brasileiro e hexacampeão da Copa do Brasil.

Títulos do Santos em nível nacional:

Taça Brasil: 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965.
Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1968.
Campeonato brasileiro: 2002 e 2004.
Copa do Brasil: 2010.