O campeonato brasileiro inicia neste sábado e será disputado até dezembro. Muita emoção vai tomar conta de todo o país. A partir de agora, a festa será toda com os torcedores nas arquibancadas. A disputa, em campo, será de responsabilidade dos atletas. A expectativa é enorme. Preparem seus corações. O pontapé inicial é hoje.
Por Luciano Bonfoco Patussi
21 de maio de 2011
A edição de 2011 do campeonato brasileiro será outra oportunidade para vermos grandes partidas, bem como mais uma chance para ficarmos atentos ao surgimento de novos craques. O Fluminense, que é o atual campeão, manteve no elenco jogadores com potencial diferenciado, tais como Conca e Fred. Se conseguir regularidade de atuações, poderá sonhar com mais um caneco. Junto ao Flu, o Santos e o Cruzeiro aparecem com boas equipes, tendo regularidade, elencos fortes e contando com perspectivas enormes de chegar ao título. Antes de a bola rolar, estes três times são, em minha opinião, os principais favoritos a obter a taça de campeão brasileiro de 2011 ou, pelo menos, conseguir uma das vagas para a Copa Libertadores da América do próximo ano.
Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Internacional, Grêmio e Atlético Mineiro se apresentam, neste instante, como grandes clubes do país, mas ainda sem ter um norte definido. Podem e necessitam se reforçar, encontrar padrão de jogo e buscar regularidade, até mesmo porque muitas situações vão mudar no decorrer do certame: jogadores serão negociados entre as agremiações ou rumo ao exterior, treinadores mudarão de equipe e outros atletas chegarão para reforçar os elencos. É lógico que é possível sonhar com o título, mas em um primeiro momento de avaliações, uma vaga na Copa Libertadores da América já seria de grande valia para estas equipes. Por outro lado, menos do que uma vaga na Copa Sul-Americana seria decepcionante.
Como prováveis surpresas positivas, apontaria os times do Coritiba, que vem sendo a grande sensação do futebol brasileiro até a metade desta temporada, bem como o Ceará, que tem uma boa equipe e que conta com jogadores muito experientes. Estes dois times podem ter, dependendo das circunstâncias, uma boa arrancada no início do torneio, mas precisam se reforçar para ter reais condições de manter a regularidade e sonhar mais alto até o final da temporada.
O Botafogo e o Vasco da Gama são grandes clubes dentro do esporte nacional, possuem enorme tradição e apaixonados torcedores espalhados pelo país, mas precisarão encontrar o seu ponto de equilíbrio, além de buscar no mercado alguns reforços diferenciados, visando disputar posições no alto da tabela. Caso contrário, a tendência será brigar na metade de baixo: ou por vaga na Copa Sul Americana, ou contra o rebaixamento. Vivenciam situação parecida, neste momento, clubes como Avaí, Figueirense, Atlético Goianiense e Atlético Paranaense.
As agremiações que necessitarão de reforços de boa qualidade, além de razoável quantidade, são: o popular e tradicional Bahia, além do bem estruturado América de Belo Horizonte. Estes times, inicialmente, deverão lutar contra o rebaixamento. Uma boa arrancada no campeonato seria crucial para alcançar este objetivo. Obter uma vaga na Copa Sul Americana já seria uma campanha digna de aplausos. Isso é possível. O decorrer do campeonato e as variáveis que irão alterar os elencos e toda a realidade do certame é que nos darão as esperadas respostas.
A bola vai rolar. Vai começar o mais equilibrado campeonato nacional do futebol mundial. A partir deste momento, prognósticos ficam no papel, opiniões não mais terão tanta importância e o que vai decidir, de fato, serão os atletas dentro das quatro linhas. Tudo pelos três pontos, pela regularidade, pela emoção e por mais um título.
sábado, 21 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
São Luiz de Ijuí: um caso de investimento na força da comunidade e nos jovens atletas

O time Sub-15 do São Luiz, do Rio Grande do Sul, representa o Brasil em um tradicional torneio da categoria, em território francês. O clube de Ijuí, município do interior gaúcho, aposta na base e oportuniza aos jovens da região uma chance ímpar de entrar no mundo esportivo, aprendendo a conviver como cidadãos e tendo uma experiência inesquecível. Vivência esta que vale para toda a vida. Este trabalho realizado pelo São Luiz serve de exemplo e pode ser reproduzido por outros clubes do Brasil, visando a inclusão social, o aprendizado e a prática esportiva saudável, além de oportunizar aos envolvidos a chance de se tornar profissional do futebol.
Por Luciano Bonfoco Patussi
27 de abril de 2011
Podemos considerar o Brasil como sendo um país produtor de futebol. Este esporte é praticado com fervor, seja através das categorias de base dos grandes clubes ou das agremiações menores, através de escolinhas independentes de qualquer clube esportivo profissional, ou ainda nos campos de várzea e nas instituições educacionais. De fato, o futebol é um esporte que, além de alimentar o sonho de muitos jovens que desejam atuar profissionalmente pelo Brasil afora, serve para auxiliar na formação dos futuros cidadãos do país. Isso quando é tratado de forma correta e coerente pelas entidades que promovem o esporte.
Sabendo que os clubes mais populares do país não possuem uma confortável situação econômica e financeira, embora estejam cada vez mais buscando profissionalizar sua gestão, podemos a partir daí ter noção das dificuldades encontradas pelos clubes sediados em comunidades menores e que estão espalhados por todo o território nacional. Neste quesito, vale destacar o trabalho que está sendo realizado pelo Esporte Clube São Luiz, do município de Ijuí, distante há pouco mais de 400 quilômetros de Porto Alegre. Profissionalmente, a agremiação de Ijuí faz parte da principal divisão do futebol gaúcho, tendo finalizado o campeonato estadual de 2011 com uma participação apenas modesta, posicionado na 12ª colocação.
Entretanto, este ano é um marco para o clube e para a comunidade local. O time Sub-15 do São Luiz representa o Brasil na 34ª edição do campeonato mundial de La Saint Pierre, em Nantes, importante cidade francesa. Na primeira partida, vitória por 3 a 0 contra o time local do La Roche. Mais do que a vitória no jogo inaugural, a excursão para a França tem valor imensurável. Os garotos do São Luiz recebem, com o apoio do clube e dos seus parceiros, uma oportunidade ímpar de integração, tendo a chance de conhecer outro país, uma cultura diferenciada e, desta forma, levar essa vivência pelo resto da vida, independentemente de seguir, ou não, a carreira de futebolista profissional.
O Esporte Clube São Luiz e a comunidade da região de Ijuí estão de parabéns pela realização deste trabalho e pelo apoio prestado aos jovens, meninos estes que sonham ter uma oportunidade de crescer na vida. O futebol, mais do que um esporte e um negócio, pode servir também como apoio social e educacional. Basta ter criatividade e investimento em pessoal qualificado e em boas ideias. Por esta atitude, o São Luiz deve servir de exemplo para outras agremiações do país. Mesmo com as dificuldades que até mesmo os grandes clubes do Brasil atravessam, o São Luiz faz um trabalho de base, acredita na gurizada e oportuniza aos jovens envolvidos no projeto uma vivência inesquecível, representando o país em um tradicional torneio internacional que já conta com quase 40 edições.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Legados do campeonato sul-americano Sub-20

Há alguns dias, uma matéria do blog Futebol Arte & Garra destacou os resultados positivos obtidos pelo futebol equatoriano na última década, com todas as conquistas sendo resultantes de um grande trabalho de estruturação das categorias de base no país, com incentivo para os jovens praticarem o esporte. Passados alguns dias, a seleção equatoriana da categoria Sub-20 realizou uma campanha muito boa no campeonato sul-americano disputado no Peru, surpreendendo novamente o continente e se classificando na quarta posição do torneio, o que garantiu ao país uma vaga no mundial Sub-20, que será disputado na Colômbia. No mundial, também representarão o continente sul-americano: a Colômbia, como país sede; o Brasil, campeão sul-americano; a Argentina; e, por fim, o Uruguai, vice-campeão sul-americano, país que aos poucos vai resgatando sua tradição histórica de vitórias marcantes e boas campanhas no cenário futebolístico internacional.
Por Luciano Bonfoco Patussi
15 de fevereiro de 2011
O Equador, definitivamente, deixou de ser uma surpresa no futebol da região. Ano após ano, surgem novos talentos no país. Os bons jogadores nascidos em solo equatoriano facilitam, através do seu desempenho, a maximização da competitividade das seleções de base e profissional, bem como favorecem a realização de boas campanhas dos clubes do país. Isso fica evidenciado através de fatos, tais como: a participação da seleção equatoriana nas Copas do Mundo de 2002 e 2006; o título da seleção de jovens do país nos Jogos Pan-Americanos de 2007; a recente classificação do Equador para o mundial sub-20 em 2011; além dos títulos obtidos pela LDU de Quito nos últimos anos, com destaque especial para a Copa Libertadores da América de 2008.
O Uruguai, por sua vez, volta de forma gradativa a ser uma das forças do futebol sul-americano. As seleções e os principais clubes do país, que há décadas viviam apenas na sombra de uma tradição que ficou estagnada no tempo e na memória, voltaram a ter maior destaque nos últimos anos. O Nacional de Montevidéu, por exemplo, voltou a realizar uma boa campanha internacional em 2009, quando alcançou a fase semifinal da Copa Libertadores da América. Isso ainda é pouco para um clube historicamente tricampeão do continente, mas já é uma grande evolução, se compararmos com os resultados obtidos nas últimas duas décadas. O Peñarol, clube que venceu a Copa Libertadores em cinco oportunidades, voltou a ser campeão uruguaio em 2010, fato que não ocorria desde 2003.
Em se falando de seleções, o Uruguai, bicampeão da Copa do Mundo em 1930 e em 1950, voltou a realizar uma campanha de destaque em nível mundial. Em 2010, obteve a quarta colocação na Copa do Mundo disputada na África do Sul, posição que a equipe havia alcançado pela última vez em 1970. Mais recentemente, a seleção Sub-20 da “Celeste Olímpica” , como a seleção uruguaia de futebol é chamada, obteve o segundo lugar no campeonato sul-americano da categoria, sendo que esta campanha abriu portas para o Uruguai disputar mais duas competições: o campeonato mundial Sub-20, na Colômbia, em 2011; e os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Após 84 anos de ausência do torneio de futebol das olimpíadas, o Uruguai voltará a disputar esta competição, da qual foi bicampeão nos anos de 1924 e 1928.
É válido destacar, ainda, a situação inusitada vivida pela seleção da Argentina. Atual bicampeã olímpica, a equipe ficou apenas na terceira colocação do campeonato sul-americano Sub-20, posição que foi insuficiente para o time obter seu passaporte para Londres. Assim sendo, a Argentina não disputará o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 2012, perdendo a oportunidade de ser tricampeã de forma consecutiva, já que o time obteve a medalha de ouro em 2004 e 2008. Para as seleções que buscarão conquistar o ouro olímpico, a ausência da Argentina poderá ser um tranquilizador, o que não significaria imaginar que obter a vitória nas olimpíadas será uma tarefa fácil.
Não poderíamos deixar de mencionar o vencedor. O Brasil foi campeão após aplicar sonora goleada de 6 a 0 sobre o Uruguai. Mais do que a taça, a seleção comandada por Ney Franco deixou alguns legados para o futebol. Dos bons jogadores que fizeram parte do elenco campeão – Fernando, Oscar, Henrique, entre outros – destacaria três atletas que tiveram atuação primorosa: Casemiro, volante do São Paulo, jogador eficiente na marcação e no desarme, que atua de cabeça erguida distribuindo passes com qualidade e que, quando possível, aparece no ataque; Lucas, do São Paulo, é um meio campista de ligação que atua na armação de jogadas, imprimindo velocidade, habilidade e criatividade ao jogo, além de ser incisivo ofensivamente; e, por último, Neymar, artilheiro do Santos e da seleção Sub-20, que é um jogador que possui muito potencial a ser desenvolvido, mas que mesmo assim já é um atleta tecnicamente diferenciado no cenário do futebol profissional da América.
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