terça-feira, 12 de julho de 2016

Eurocopa 2016: seleção portuguesa campeã

Por Luciano Bonfoco Patussi
12 de julho de 2016

No domingo passado, a seleção portuguesa fez história no futebol! Ao derrotar a França na prorrogação, conquistou, na casa do adversário, a sua primeira Eurocopa. Na 15ª edição do torneio, entre tantos destaques, vale pontuar cinco fatos:

* O retorno da tradicional seleção húngara ao cenário das principais competições mundiais, classificando-se entre as 16 melhores equipes da disputa;

* A presença em massa da torcida islandesa, e a campanha do time, que tirou a Inglaterra da Euro, e chegou até as quartas de final;

* A competitividade apresentada pelo País de Gales, semifinalista do torneio;

* A França, que surge com um time de muita força física e qualidade técnica apreciável, visando a Copa do Mundo de 2018;

* O sucesso da primeira edição do torneio, contendo 24 seleções em sua fase final. Diferente de minha percepção inicial, essa foi uma das copas mais equilibradas dos últimos tempos no continente europeu.

Ao conquistar o título, Portugal entra no seleto grupo de campeões da Europa, que agora conta com 10 equipes. Dá um salto de qualidade em sua história. E configura o craque Cristiano Ronaldo como mito do futebol em seu país. Em seu discurso de campeão, Ronaldo dedicou o título à todos os portugueses e imigrantes! Junto a sua seleção, pintou as ruas do país e coloriu a Europa com as cores da bandeira lusitana!

CAMPEÕES DA EUROCOPA:

FONTE: Wikipédia (consulta efetivada em 12 de julho de 2016).


NOTA 1: as taças de 1972 e 1980, foram conquistadas pela Alemanha Ocidental. Já a de 1996, foi obtida pela Alemanha unificada;
NOTA 2: o título da República Tcheca, obtido em 1976, foi conquistado pela Tchecoslováquia, nação que definiu sua separação em República Tcheca e Eslováquia, anos mais tarde;
NOTA 3: a conquista da Rússia, na primeira edição do torneio, foi conquistado pela então União Soviética.
NOTA 4: Países Baixos = Holanda

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Euro 2016: prognósticos

Por Luciano Bonfoco Patussi
10 de junho de 2016

Em poucas horas, iniciará a EURO 2016. Neste ano, a copa de seleções de futebol da Europa terá 24 equipes. Em uma breve análise das chaves formadas para a disputa desta temporada, destacaria os seguintes pareceres, fazendo questão de afirmar que este meu palpite é dado após avaliar (limitadamente) uma série de fatores que podem fazer a diferença no contexto da disputa:


FAVORITOS AO TÍTULO:

Alemanha: atual campeã mundial e que dispensa comentários tecnicamente e taticamente falando.

Bélgica: equipe que há tempos vem formando atletas de alto nível técnico e competitivo. Falta tradição de títulos. Pode ser o momento de fazer frente às principais forças do continente!


SEU TÍTULO NÃO PROVOCARIA SURPRESA:

França: seleção anfitriã, equipe terá o apoio da torcida em massa.

Itália: se passar da primeira fase, onde está em um grupo complicado, tende a crescer e mostrar a força de sua camisa.

Espanha: campeã das duas últimas edições da Euro, tem em sua chave dois times muito bons (Croácia e Turquia).


UMA CONJUNTURA DE FATORES PODE TORNAR CAMPEÃ:

Rússia, InglaterraPortugal e Áustria.


TEM POTENCIAL PARA COMPETIR:

Suíça, País de Gales, Polônia, Croácia, Turquia, Ucrânia e Suécia.


POSSUEM MUITA TRADIÇÃO, MAS PASSAR DE FASE SERÁ “LUCRO”:

Hungria e República Tcheca.


DEMAIS PARTICIPANTES:

Romênia, Albânia, Eslováquia, Irlanda do Norte, Irlanda e Islândia.


DESTAQUE NEGATIVO:

Ausência da seleção holandesa, que não conseguiu alcançar a classificação para a fase decisiva do torneio.


MINHA TORCIDA:

Particularmente, além da Itália, ficarei na torcida pelas seleções da Suécia, República Tcheca, Hungria, Romênia e Croácia!


PALPITES:


Arrisque seu palpite! Quem será o grande campeão da EURO 2016? Um grande abraço à todos e saudações esportivas!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Camisas reversíveis: inovação em marketing

Por Luciano Bonfoco Patussi
14 de maio de 2014

Responsável por estudar, elaborar e realizar ações de valorização da marca, com o consequente crescimento do faturamento institucional, a área de marketing das empresas possui relevante importância para o posicionamento estratégico da entidade, necessitando atuar diretamente interligada à todos os setores da mesma: financeiro, administrativo, suprimentos, comercial e, principalmente, diretoria.

No futebol, isso não é diferente. Mudam conceitos, particularidades existem, mas o marketing dentro de agremiações esportivas possui papel fundamental, na mesma proporção da relevância assumida pelo departamento em empresas dos mais variados ramos de atuação. Adeptos de futebol percebem, principalmente nas últimas duas décadas, a crescente valorização e a devida evolução da exploração do marketing em clubes desportivos.

Há poucos dias, o Esporte Clube Juventude (Caxias do Sul/RS) e o Grêmio Esportivo Brasil (Pelotas/RS), inovaram em ações de marketing que, em minha visão, possuem forte tendência a virar "mania" no cenário futebolístico nacional, por diversos fatores. Ambos os clubes lançaram camisas de futebol reversíveis, incentivados pela parceira Dresch Sport, fornecedora de material esportivo localizada no município de São Leopoldo/RS.

Entenda o caso, que merece estudo do departamento de marketing de outras agremiações do futebol brasileiro, visando a devida aplicação:

Na Europa, ações desta magnitude já ocorreram, tais como a camisa lançada pela Umbro para o Manchester United, na temporada 2001/2002; ou ainda o uniforme criado pela Adidas, para o Olympique de Marseille, na temporada 2012/2013.

Foto: website www.manutdbr.com

Aproveitando o fator Copa do Mundo 2014, o Esporte Clube Juventude lançou camisa comemorativa, homenageando a seleção brasileira. Mas, diferentemente de outros clubes do Brasil, que já criaram sua camisa amarela, o uniforme do Juventude é reversível. Ou seja, de um lado, as cores são do próprio clube. Do lado oposto, a camisa lembra a seleção brasileira. Também está à venda uma versão que possui, no seu lado reverso, o fardamento azul da seleção italiana, resgatando a origem de relevante parcela dos colonizadores da região serrana gaúcha. A tendência dos lançamentos é ter absoluto sucesso nas vendas!

Foto: website E. C. Juventude | www.juventude.com.br

Já o Brasil de Pelotas, batizado com o mesmo nome do país do futebol, talvez tivesse questionada ação idêntica, visto que seu maior rival, o Esporte Clube Pelotas, possui camisa amarela e calção azul, sendo inclusive o inspirador do uniforme oficial da seleção brasileira. Portanto, a camisa reversível do Brasil de Pelotas faz outra homenagem, com uma história ligada à Copa do Mundo de 1950, e que vai de encontro ao algoz da seleção brasileira naquele ano:

Foto: website jornal Zero Hora | www.zh.clicrbs.com.br

Pouco antes da Copa do Mundo de 1950, o Brasil de Pelotas disputou amistoso contra a seleção uruguaia, que dias depois ganharia o mundial em pleno Maracanã. No estádio Centenário, em Montevidéu, o time brasileiro venceu o Uruguai por 2 a 1. Sua camisa, reversível, possui de um lado a réplica do uniforme utilizado pelo clube no enfrentamento do dia 19 de março de 1950. Do lado oposto, as cores uruguaias estão estampadas, lembrando o referido e histórico amistoso, podendo ainda remeter à Cláudio Milar, saudoso atacante uruguaio, que é ídolo do clube, tendo atuado em 207 jogos e marcado 111 gols com a camisa do Grêmio Esportivo Brasil.

Esta criativa ação da Dresch Sport, juntamente com o G. E. Brasil e com o E. C. Juventude, é inovadora no país e valoriza as agremiações e suas respectivas comunidades, aproveitando um evento esportivo de caráter mundial, para alavancar o faturamento do clube perante às vendas destinadas ao seu torcedor. Tenho convicção de que, ações como essa, que merecem congratulações, serão estudadas e implementadas, em breve, pelo departamento de marketing de diversos clubes do futebol brasileiro.